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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Horizonte Profundo: Desastre no Golfo

placa_poster_horizonte_profundoBy Rg. 
Horizonte Profundo: Desastre do Golfo pode soar, ou ser vendido como um filme catástrofe, mas ele é muito mais que isso, é um drama baseado em um acontecimento real. Não deixa de ser uma catástrofe, mas com requintes dramáticos é um acontecimento triste e recente que todos nós lembramos. O drama sempre faz parte deste gênero de filme, só que sempre de forma leve e sem muita importância, é mais um clichê do gênero, onde em meio ao caos, um pai (Guerra dos Mundos, 2012 e Terremoto; A Falha de San Andreas) ou mãe (O Impossível) tem que se preocupar em salvar seus entes queridos. Aqui mesmo não tendo entes queridos, em meio ao caos (por se tratar de um acontecimento real), você se importa com cada um deles e vê que não é necessário ter um parentesco para que você arrisque sua vida para salvar um amigo ou conhecido em um desastre. O filme nos mostra os bastidores do desastre no Golfo, pelo ponto de vista da tripulação da plataforma mais precisamente pelo olhar do engenheiro Mike Williams (Mark Wahlberg) que vive um pai dedicado que trabalha na Deepwater Horizont e está prestes a retornar para mais 21 dias de trabalho longe de sua família. A rotina na plataforma seria a mesma de sempre, se no fosse pela ganância de seus sócios que fingiam não ver os defeitos apresentados por toda a plataforma e principalmente por não realizarem testes necessários para a segurança de perfuração, tudo para economizar tempo e dinheiro, pois a perfuração já está atrasada em mais de 43 dias. Assim que retornam Mike e Jimmy (Kurt Russsel) sabem que algo está errado e os acionistas os pressionam e encobrem os defeitos para que não haja atrasos.
O filme tem um bom ritmo e mesmo se tratando de uma história real e recente (2010) que todos nós sabemos o desfecho. O diretor Peter Berg (O Grande Herói) consegue criar uma tensão, a cada válvula aberta (ou fechada) esperamos pelo pior, e achamos que tudo vai pelos ares a qualquer momento.
O elenco também é uma boa escolha os protagonistas Mark Wahlberg e Kurt Russel fazem bem seus papéis mesmo sendo heroicos em alguns momentos, mas sempre plausíveis, pessoas reais que se importam com os companheiros, John Malkovich (sempre muito bom) faz o vilão engravatado da vez.
O grande ápice do filme é o desastre que todos nós acompanhamos pela TV em 2010, é pura tensão, assim que temos a primeira explosão o clima de cinema catástrofe toma conta do longa, com ótimos efeitos e heroísmo (nada que não vemos em outros filmes do gênero), mas o que mais impressiona é saber que tudo aquilo ocorreu e recentemente, o filme funciona como suspense ação e também como drama de sabermos que são trabalhadores comuns, que estão em meio a explosões contínuas e querem apenas voltar pra seus lares e suas famílias.
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo funciona muito bem e a dobradinha Peter Berg e Mark Wahlberg depois de O Grande Herói continua rendendo frutos e ambos vivem boa fase e em 2017 retornam com Dia de Herois sobre o atentado na maratona Boston. Berg se encontrou nas histórias verídicas largou as ficções Hancock e Battleship e Wahlberg vive o melhor momento de sua carreira. Que venha mais filmes com ele e também como esse.
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 Avaliação:
Filmes Inc.:8,5
Critica:7,5
Público:9

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