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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A Chegada

By Rg. 
Confira-o-trailer-e-pôster-de-A-Chegada-evideoclipeExistem dois tipos de ficção cientifica, as que são puro entretenimento, Independence Day e Guerra dos Mundos e as que são para nos fazer refletir sobre o futuro e o caminho que a humanidade vai nos levar, ou se estamos realmente sozinhos como; 2001 Uma Odisseia no Espaço, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Interestellar e Contato. A Chegada se encaixa perfeitamente no segundo exemplo citado, seu roteiro simples no primeiro ato, vai se desenvolvendo e se tornando complexo no decorrer do longa e levanta diversos questionamentos. O primeiro deles é que se formos visitados, como nos comunicaríamos com essa espécie de outro planeta (ou galáxia), algo que sempre é corriqueiro nos filmes do gênero, é que sempre somos entendidos ou interpretados facilmente (quando querem dialogar), nossos problemas com os Aliens nunca foi este e sim; sondas, abduções, invasões, extraírem nossos recursos e destruir toda a raça humana, mas aqui a comunicação é peça fundamental do filme e da trama. Doze naves (ou conchas como são chamadas no filme) pousam sobre a terra e ficam pacificamente tentando fazer contato com os humanos, mas sem sucesso, os dias se passam e o exercito americano contratam a linguística Louise Banks (Amy Adams), que consegue fazer um pequeno progresso com nossos visitantes, mas cada descoberta é lenta e demora dias, e o impasse preocupa, por mais que os visitantes pareçam pacíficos e dispostos a dialogar, outros países como China e Rússia (que não tiveram progresso) estão ansiosos e acham que é perda de tempo, e que um ataque deles pode ser eminente, e pretendem tomar medidas drásticas prejudicando qualquer progresso de outro País. Enquanto os países anseiam por uma simples troca de informação, que pode ajudar em nossa evolução tecnologia. Estas questões e dilemas pairam durante todo o longa.
Além desta plot (trama) os personagens principais são peças fundamentais deste alicerce de reflexão,  Amy Adams mantem a competência habitual, sua preocupação em entende-los e saber o por quê estão aqui é nítida, Jeremy Renner faz o cientista contratado pelos militares Ian. Jeremy faz um ótimo coadjuvante, seu personagem pode até ser principal, mas Amy toma conta da situação e todos ao redor ficam ofuscados, entre eles Forest Withaker (sempre bem). Mas o maior mérito e do diretor; Denins Villeneuve que surgiu nos últimos anos e só tem acertos, emplacando um ótimo filme atrás do outro; Incêndios, O Homem Duplicado, Sicário e Os Suspeitos, sua direção coesa, consegue nos passar a sensação de querer saber mais sobre os nossos visitantes, ficamos numa ansiedade tão grande, como se aquilo estivesse realmente acontecendo, em busca de respostas, na pressa para saber mais sobre eles e o que eles querem, se realmente são pacíficos (ou não?), por não nos atacaram, por que querem dialogar? Ele retrata tudo isso de forma linear e envolvente, sem ser cansativo e lento, Villeneuve consegue transpor o roteiro de Eric Heisserer baseado no livro de Ted Chiang. O filme levanta questionamentos interessantes e nos faz refletir sobre, que independente de acreditar ou não, se realmente estamos sozinhos, como procederíamos o que faríamos, como seria o procedimento se eles chegarem de uma forma pacifica, como seria o nosso contato? Enfim A Chegada é um ótimo filme, uma ficção com questionamentos validos, com uma ótima direção e atuações e vale muito a pena ser conferido. Daqueles que nos faz sair do cinema querendo conversar sobre o filme. @RG_FilmesInc                         @FilmesInc                #Facebook          insta/rg_filmesinc
Avaliação:
Filmes Inc.:9,5
Critica:9
 Público:8

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