By Rg. X-Men (2000) pode ser considerado um divisor de águas no universo cinematográfico das adaptações de quadrinhos, pavimentou e abriu portas para tudo que vemos hoje em dia nas telas, depois de Batman e Robin praticamente sepultar o gênero dois anos antes (1998), Com uma trilogia regular prejudicada por uma terceira parte ruim e conturbada, seguido do péssimo derivado; Wolverine Origens, que sepultou a franquia mutante de vez. Tudo foi corrigido em X-Men Primeira Classe, dirigido por Matthew Vaughn (Kick Ass), que seria o Reset da saga, e estava tudo indo muito bem, até que o "pai" de franquia, o diretor Bryan Singer (responsável por X-Men 1 e 2) voltou e pediu a guarda dos filhos, e de quebra resolveu fazer uma bagunça total com a nova linha cronológica da saga, ao juntar os dois elencos e fazer um "ótimo" filme; X-Men Dias de Futuro Esquecido, que se você ignorar todos os equívocos de cronologia, até vale a pena, mas para quem não consegue, é apenas um bom filme de ação, bem dirigido, mas sem roteiro e principalmente coerência. Para fechar esta "nova trilogia" temos X-Men: Apocalipse. Nada melhor para um arco, do que trazer o maior inimigo dos X-Men (ao lado de Magneto que é mais um anti-herói do que vilão, principalmente nos cinema). A ideia de Apocalipse se encaixa perfeitamente, além de ser o nome do maior inimigo seu nome também significa segundo diversas crenças o fim de tudo.
X-Men Apocalipse se passa dez anos depois de Dias de Um Futuro Esquecido (e 20 anos depois de X-Men Primeira Classe), agora os mutantes não são tidos mais como ameaças por parte da população, devido aos eventos em Washington, Mas toda esta "paz" está para acabar com o despertar de Apocalipse (Oscar Issac) conhecido como primeiro mutante, que governava a terra séculos atrás com seus poderes, e se encontrava adormecido, ao despertar ele pretende liderar novamente o mundo, mesmo que para isso tenha que começar do zero, já que ele e contra o rumo que a humanidade tomou. Para sua cruzada ele recruta seus quatro cavaleiros do Apocalipse, para deter qualquer um que não seja mutante ou que se oponha a ele. Entre os recrutados para seu braço direito estão; Tempestade (Alexandra Shipp), Anjo (Ben Hardy), Psylocke (Olivia Munn) e Magneto (Michael Fassbender), todos que já tinha, ou tem alguma vocação para o mal, seus poderes foram aumentados inúmeras vezes pelo seu novo “Deus" (vale ressaltar a sequencia inicial mostrando Apocalipse como divindade no Egito antigo é a melhor abertura da serie).
O preconceito base da série esta presente novamente (mesmo que pouco), muitos mutantes ainda vivem no submundo, e até são escravizados e usados como atrações em circos e lutas, apresentados como aberrações. Raven (Mística) vaga por este submundo indo a diversos lugares, os procurando e os libertando, seus semelhantes diariamente. Mística se que se tornou um símbolo para sua raça, depois de salvar o presidente diante das câmeras do mudo todo, ela desapareceu não usando mais sua forma mutante azul (além de o Studio não querer gastar um cachê com a oscarizada Jennifer Lawrence e a escondê-la).
Xavier sente uma nova presença e percebe que algo esta errado, e ao investigar se depara com seu ex-afeto amoroso a agente do FBI Moira, que ha algum tempo investigava uma "seita" que acreditava no "Deus "Apocalipse e que ele ia despertar em breve. Mística se junta ao grupo novamente ao descobrir sobre Eric (Magneto), que estava recluso há anos e já havia constituído uma família e novamente a raça humana o fez voltar a se rebelar, eles pretendem ajudar e impedir o amigo de cometer atos por vingança. As consequências seguintes fazem com que os X-Men tenham que juntarem novamente.
X-Men Apocalipse mesmo sendo inferior aos dois citados, não chega a ser ruim, mas você tem que ter o bom senso de ignorar toda aquela discordância cronológica (citada aqui), que eles “supostamente" arrumaram no filme anterior, caso você consiga relevar tudo isso você vera um bom filme de ação. E ação o diretor, Bryan Singer sabe fazer muito bem, é um universo que ele construiu e domina. Além da coerência, este filme tem outros problemas sérios, que esta franquia já vem sofrendo, como; tentar dar uma importância muito maior, e até uma liderança para Mística, que depois da ascensão da atriz que a interpreta desde 2011, e de la para cá, fez com que a saga virasse refém da atriz, que além de ser tornar protagonista da saga milionária; Jogos Vorazes é figurinha carimbada no Oscar, este destaque da personagem nunca ocorreu nos quadrinhos, onde ela sempre foi vilã ou agente dupla. Ela se tornou protagonista da saga ao lado James McAfoy e Michael Fassbender, ficando nítido a cada filme ela passa mais tempo sem maquiagem.
O filme também tem bons momentos e acertos, entre eles, a nova sequência envolvendo Mercúrio (Evan Peters) é muito boa (e também um pouco repetitiva, e até muito longa). Outro acerto são as novas caras ao elenco (todos ótimos), os jovens que fazem Tempestade, Jean Grey, Ciclope e Noturno, dão uma ótima esperança a franquia.
Outra derrapada é o uso exagerado de CGI que prejudica o filme, fazendo tudo soar muito artificial, ainda mais quando você leva uma batalha para o Cairo, fica parecendo que você quer custear o filme, ao invés de destruir Nova Iorque, Los Angeles e etc, e mais fácil recriar o Cairo em estúdio e depois o destruir.
X-Men: Apocalipse tem seus defeitos e alguns méritos, que se resumem como as novas caras e novamente a sequência do Mercúrio, é muito pouco, ainda mais para uma época em que os filmes de HQ vem com um padrão muito alto, e você ter um vilão com nome de Apocalipse que não passa a sensação de ser fim dos tempos em momento algum. Seu interprete; Oscar Isaac, não tem culpa, mas a caracterização do personagem e o roteiro não o ajudam, sua imponência não faz jus ao nome, e sua expressão (virando os olhos chega a ser hilário) ao usar seus poderes tem mais cara de meme, do que de super vilão.
Enfim X-Men abriu as portas para este novo gênero em Hollywood, mas não é por isso que não precisa se inovar, e precisa muito ser repensada, uma saga de tamanha importância para o cinema, e preciso se reinventar com urgência. É muito, pouco seus filmes serem apenas lembrados por linhas cronológicas dignas de comedia (como ignorar totalmente a cena final de Dias de Um Futuro Esquecido, em que Mística estava como o general Striker, aqui ela é totalmente esquecida, fica difícil levar a franquia a sério assim), e só serem lembrados por filmes, que você cita uma ou duas cenas de ação (como a do Mercúrio), mas não menciona o filme inteiro é preocupante.
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Avaliação:
Critica: 7
Filmes Inc. 6
Público: 7,5
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