By Rg.
Clint Eastwood já se provou além de bom ator, ser um diretor acima da média e muito regular, assim como outro grande midas da industria cinematográfica; Steven Spielberg, ele também ficou perito em abordar temas e períodos históricos. Eastwood que surgiu no western nos anos 60, migrou para o gênero policial entre outros, e quase trinta anos depois ganhou seu primeiro Oscar, justamente no gênero que o consagrou em Os Imperdoáveis (1992), anos depois abordou a 2°guerra mundial (mais especificante a batalha do Pacífico), com os ótimos A Conquista da Honra e Cartas de Ivo Jima, agora ele aborda o tema novamente, mas um conflito mais atual (Guerra do Iraque), focado somente em um personagem, tal personagem é Chris Kyle um soldado que se torna Sniper pouco antes de ser convocado.
O longa aborda a trajetória de Chris desde os atentados do 11/09 ao início de sua carreia e a sua ascensão militar, desde de sua preparação com um intenso treinamento, algo rotineiro já mostrado em diversos filmes que abordam a elite da marinha americana ; Os Navy Seals, filmes como O Grande Herói, Até O Limite da Honra e a Hora Mais Escura, já mostraram seu treinamento e dedicação, depois de passar por maus bocados e se tornar um soldado apito para ir à guerra, ele se dedica se tornar franco atirador, onde ele demonstra uma habilidade e frieza necessária para a função, que tem eximia importância, o Sniper se posiciona em pontos estratégicos, e vai eliminando possíveis ameaças as tropas que avançam em solo, que ficam expostas, por ser um conflito em uma cidade e as ameaças vem de todos os lados.
Sua tarefa necessita certa frieza, pois mesmo estando muitas vezes ha mais de um quilômetro de seu alvo, ele olha direto nos olhos de seu inimigo, como em uma cena em que um garoto segura um fuzil, que é uma das mais tensas do filme.
Além do patriotismo clichê em filmes do gênero, o longa aborda o lado psicológico que perturba os soldados durante e após o conflitos, Chris Kyle é um dos raros soldados que exerce sua função com louvor e orgulho, aceitando seus turnos (períodos de idas e vindas do soldado) sempre com muita disposição, ao contrário de outros soldados, que após alguns meses já querem ir para casa, Kyle não suporta isso, gerando até um mal estar com seu próprio irmão que também é militar, e já não suporta ter que voltar a campo por longos períodos.
As comparações com Guerra ao Terror (outro filme recente do gênero) são invitáveis tanto pelo conflito (Guerra do Iraque), como por seu protagonista em certo momento não saber o que fazer fora da guerra, o que acaba se tornando um vicio em sua vida, a adrenalina o faz viver, Chris parece ser mais feliz em perigo defendendo seu País do que em casa com sua mulher e filhos, pois até quando esta em casa, ele esta distante.
O longa alterna entre a ação e o drama de forma muito boa, mérito do diretor Clint Eastwood que tem experiência nos dois gêneros, as sequências de ação são muito boas e reais, a tensão é real, como em uma sequência em que ele e seu companheiros são encurralados, e sua esposa esta com ele ao telefone, é possível sentir a agonia dela, ou quando eles em plena ação têm que enfrentar um tempestade de areia.
Bredley Copper merece os elogios e indicação ao Oscar sua performance esta muito boa, consolidando a boa fase e rendendo a terceira indicação seguida, e sua semelhança com o soldado é impressionante.
Para aqueles que vão cinema e não conhecem a história de Chris se mantenha assim, pois a tensão e o fim é surpreendente, procure pesquisar somente após o filme, agora aqueles que já sabem a direção de Clint é tão boa que consegue manter a tensão mesmo para aqueles que já sabem o desfecho.
Ao longo de sua carreira Chris se tornou uma lenda, tendo sua cabeça a premio no Iraque, com um total de 165 mortes confirmadas pelo exercito americano, ou num total de 255 entre diversas não oficiais, retrospecto que lhe renderam respeito por onde ele passava soldados queriam falar com ele e agrade-lo por sua bravura e dedicação.
Sniper Americano é uma história recente de um herói que abriu mão de sua felicidade pelo seu País, resumindo é o sacrifico que um verdadeiro herói faz pelo seu pais, não muito diferente dos super-heróis dos HQ e filmes, às vezes a vida imita a arte.
@RG_FilmesInc @FilmesInc Facebook
Avaliação:
Filmes Inc.:9,5
Critica:8,5
Público:9
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Critica:8,5
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