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terça-feira, 5 de maio de 2015

Chappie

ChappieBy Rg.
Neill Blomkamp é um dos diretores mais conceituados do cinema atual, muito desse status, vem do elogiado Distrito 9, seu longa de estreia produzido por ninguém menos que, Peter Jackson, depois Blomkamp dirigiu Elysium, já nos moldes de superprodução, com um elenco cheio de estrelas, mesmo não sendo tão bem recebido como o longa anterior, Elysium não é ruim, mas deixa a desejar e peca justamente onde D9 também falhou, em seu ato final, quando o filme destoa totalmente do seu ritmo (e até de seu gênero), agora resta à pergunta, em seu terceiro longa o diretor somente acertou? ou ainda comete os mesmos erros?
Já respondendo a pergunta de antemão, Chappie tem muito mais em comum com Distrito 9, do que o seu sucessor, talvez seja a tentativa do diretor de se inspirar em sua melhor obra, já de semelhança com Elysium, ele tem novamente  um elenco mais estrelado, com rostos bem conhecidos e com escolhas bem similares, as comparações são invetiveis, sai Judie Foster entra; Sigourney Weaver, sai Matt Damon entra; Hugh Jackman.
Chappie assim como os outros filmes citados é também rodado na Africa do Sul, mais precisamente em Joanesburgo  (terra natal do diretor e opção financeira mais viável para ajudar a custear sua produção). logo em seu inicio o filme nos mostra um futuro bem próximo (2016), e devido a grande criminalidade nas grandes metrópoles, e também o alto numero de mortes de policiais, o governo implantou uma polícia robótica, muito eficaz, que derrubou quase que totalmente a criminalidade (e como se o projeto Robocop fosse aprovado, e tivéssemos centenas de robôs policiais combatendo o crime, mas sem a o lado humano), seu criador Deon (Dav Patel) quer ir mais além e implantar uma inteligência artificial em sua tropa, ele trabalha noites a fio para conseguir êxito nisso, além de não ter a aprovação de sua chefe (Sigourney Waever), e um oponente, outro engenheiro e "colega" de trabalho, vivido por Hugh Jackman, que é contra seu projeto, principalmente pelo sucesso dele e seus robôs, fizeram com que seu projeto (outro tipo de robôs policiais, controlados pela mente humana, via capacete neural, mas devido à agressividade de sua máquina, ele não tem apoio, e nem financiamento de sua chefe), provavelmente nunca veja a luz do dia). Deon consegue desenvolver uma inteligência artificial praticamente perfeita e resolve testar por conta própria em um robô que seria descartado, mais seu robô cai em mãos erradas e isso rende situações hilárias e também é ponto alto do filme. Uma quadrilha pretende usar Chappie (Sharlto Copley) para realizar furtos, e com sua recém-implantada inteligência artificial, ele é apenas uma criança e tudo que lhe é mostrado ele aprende e interpreta a seu modo, Chappie é puro carisma, e nos emociona e nos leva aos risos sempre que esta em cena. O elenco também faz sua parte, vale destacar o coadjuvante Hugh Jackman, que faz o vilão da vez e a cada intromissão em cena nos faz despertar uma antipatia por ser seu personagem.
O problema do filme é novamente seu ato final, ele o prorroga mais do que deve, e tem uma resolução que nos deixa frustrados ou cheios de perguntas, com exceção disso o filme é bem divertido e emocionante, tem seus defeitos como quando nos perguntamos se é possível numa grande corporação tecnológica, que produz robôs e armas, seus funcionários entram no prédio e em áreas de segurança, sem prestar satisfação para ninguém, roubam e adulteram programas e softwares, sem que os ninguém veja ou os questionem, e nem ao menos são filmados, era apenas amarrar melhor as arestas do roteiro e dar uma explicação ou desculpa para isso, afinal estamos em pleno século 21 e tudo é um grande Big Brother. Chappie melhora em muito comparando à Elysium, e o diretor acerta em cheio em beber muito de sua fonte de sucesso; Distrito 9, neste filme inclusive seu protagonista; Chappie é muito semelhante, fisicamente ao Alien de D9, apenas é uma versão robótica. Blomkanp continua com seu jeito de filmar ação eficiente, e faz uma crítica social disfarçada de filme de ação si-fi (ficção), e novamente mostra que os humanos são os verdadeiros vilões e no caso deste filme seu final também é o vilão, pois derrapa feio com relação ao bom início.
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Avaliação:
Filmes Inc.:7,5
Critica:7
Público:8

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