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terça-feira, 5 de maio de 2015

50 Tons de Cinza

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by Rg.
Baseado na saga homônima mais lida dos últimos anos (no universo feminino, depois do fenômeno Crepúsculo), Cinquenta Tons de Cinza, assim como o livro o filme resgata as órfãs da saga vampiresca, portanto as comparações são inevitáveis (obvias também), tanto na literatura quando no cinema. Aqui a virgem da vez é Anastácia, em Twiligtht era Bella Swan também virgem e tímida, o desejado é Sr. Grey, la era Edward, ambos são reclusos e tem um segredo, um é vampiro e outro um sado, ambas despertam a atenção dois "galãs", que poderiam ter qualquer uma (seja no colégio ou na elite), mas optaram pela jovem tímida, mal vestida, virgem e atrapalhada, ambos se encantam pela protagonista à primeira vista, ambos em seu encontro inicial impressionaram sua amante; Edward carregou Bella nas costas, quase que voando pela floresta, e o Sr. Grey a levou Anastácia para um passeio de helicóptero por Seattle (cidade em comum entre os dois contos), após descobrir sobre os hábitos do Sr, Grey e o segredo de Edward, a tensão é sobre se Anastácia vai ceder e aceitar ser sua submissa a Christian e assinar o contrato, e na saga Vampiresca é se Bella vai concordar em namorar alguém com sede de sangue e casar com ele. As coincidências são inúmeras, estas são as principais, a escritora E.L James apenas trouxe sexo e fetiche para o seu conto, toda a tensão sexual que durou três filmes em Crepúsculo, aqui é o inverso, tudo que as mulheres imaginaram naquele conto de fadas, aqui ganhou um tom adulto e sexual. Atitude esperta copiar mudando detalhes. Detalhes que fizeram mulheres do mundo todo imaginar as transas entre Christian e Anastácia durante a trilogia literária.

Em Cinquenta tons de Cinza, para quem não sabe da trama "ainda" (até quem não leu o livro como eu sei), Anastácia precisa substituir sua amiga e parceira de quarto, numa entrevista para a faculdade, tal entrevista é sobre o dono do império Grey o Sr. Christian Grey, que lhe concede dez minutos de seu corrido dia, a jovem desajeitada e tímida, não o leva o menor jeito para conduzir a entrevista, mas a seu favor, ela caiu nas graças do multimilionário, que além de lhe ceder mais tempo, responde todas as perguntas e ainda a convida para um café. É assim como num de fadas, o príncipe encantado pode escolher todas, mas escolhe a plebeia (ou a irmã adotada). Entre tantas Christian sentiu uma atração (ou obsessão) por Anastásia, que não transmite sensualidade alguma, podemos dizer que o Sr.Grey tem um gosto peculiar, ou é um verdadeiro caça talentos, ao enxergar algo que quase ninguém viu na jovem a sua frente (ninguém mesmo, a julgar pelo fato de ela estar se formando e ser virgem ainda, é algo meio difícil).
Após o flerte inicial Christian começa a procurar Anastácia aonde ela vai, casa, trabalho, balada e etc, o cara se não fosse rico seria um Stalker (assediador), não sedutor, até que a moça ceda aos seus encantos. Após a "sedução" inicial, os diálogos mais vergonhosos do cinema vêm á tona, como quando ele é questionado sobre o boato de não ter coração, se são as pessoas que não o conhecem que afirmam, ele diz que "são as que o conhecem", ou a mais embaraçosa de todas é famosa, "eu não faço amor, eu fodo, e fodo com forca" (romântico).
Os problemas do filme (além de lembrar Crepúsculo) é seu ritmo, geralmente adaptações cinematográficas, são criticadas por acelerar o processo, para tudo caber em duas horas algo que às vezes precisavam um capitulo inteiro, ser resolvido em minutos, aqui é o inverso, com cinco minutos ele já conheceu a jovem, com dez já saíram, com vinte minutos eles já atravessa a cidade para buscá-la, com trinta, ele já contou seu segredo e apresentou seu quarto (o famoso quarto vermelho) e com quarenta já transaram. Resumindo o longa se resolve com 45 ou 50 minutos, o restante do filme (110 minutos) é pura encheção de linguiça, e sexo, a única "tensão" e se ela vai ou não ceder e aceitar seus termos e assinar o famoso "contrato" (aquele em que ela aceita ser totalmente submissa a ele inclusive, fazendo tudo que ele pede como, abrir mão de sua casa nos fins de semana e até comer apenas o que ele pede), por ai já podemos ver a tamanha prepotência do Sr.Grey, que após o coito se sente culpado e toca piano sob o luar. O resto do longa se resume entre um e outro dialogo vergonhoso, ou fetiche masoquista diferente, mas nada que justifique mais de uma hora (se no cinema que tudo é rápido, esta trama envolvente se resume a menos de uma hora, imagine no livro, após alguns capítulos o restante da obra deve ser muita, mas muita, putaria).
Cinquenta Tons de Cinza leva uma grande vantagem contra seu antecessor; Crepúsculo (nada muito difícil), ele tem uma direção melhor, elenco não estou afirmando que Dakota Johnson seja boa atriz, mas esta anos luz de Kristen Stewart e é preciso ousadia, para fazer tais cenas de sexo, sem ter uma carreira solida em Hollywood, Christian (Jamie Dornan) não é um primor, mas perto de Robert Pattinson é menos caricato, outra vantagem do longa é seu orçamento e sua produção é mais rica e detalhada (é como se fosse o primo rico da saga).
Comparações à parte Cinquenta Tons de Cinza é um filme para fãs, que independente do que toda a imprensa especializada vai dizer, não vai mudar seu sucesso, mas como filme para um público em geral, é ruim e embaraçoso, e para aqueles que acham que pelo fato de ter sexo compensa a falta de qualidade, estão muito enganados, pois filme ruim é sexo ruim e vice versa.
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Avaliação:
Critica:4,5
Público (fãs):9
FilmesInc: 4,5

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