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segunda-feira, 10 de março de 2014

300 - A Ascensão do Império

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By Rg. 
300 filme de ação dirigido pelo ótimo Zach Snyder (Madrugada dos Mortos e Watchmen), que em 2007 que se tornou Hit e quase que revolucionou a indústria de épicos em Hollywood, pelo fato de Snyder conseguir fazer um épico com muito pouco dinheiro, ele custou 65 milhões e sendo todo rodado em estúdio (como Robert Rodrigues já havia feito em Sin City em 2005, também baseado numa HQ de Frank Miller), ao invés de ser filmado com locações e cenários reais, com figurantes, algo que faz qualquer custo orçamentar estourar (exemplo; Troia de 2004, que custou $200 milhões). Além de tudo, o longa preza pela qualidade, com um elenco semi-desconhecido (que hoje em dia tornaram rostos conhecidos), como Gerard Butler e Michael Fassbander.
Baseado na Gafhic Novel; 300 de Frank Miller, sobre a famosa história sobre os 300 de Espartanos, que enfrentaram o poderoso exercito Persa em Termópilas (ou os Portões do Inferno).
Com batalhas envolventes e discursos inflamados, o sangue jorra na tela, em lutas muito bem coreografadas e inovadoras (mérito de Snyder). O filme foi um sucesso, faturando $210 milhões de dólares nos EUA e $245 pelo resto de mundo (total $456 milhões), e não demorou para que surgissem rumores de uma possível sequência (ou preludio). O grande problema de uma sequência seria o próprio filme, seu estilo já não seria mais inovador e já estava até desgastado, aquele eterno entardecer, cinzento onde nunca é um dia ensolarado, já virou praxe em diversos filmes do gênero, em sua maioria descativeis como; Imortais (péssimo) e também a boa série Spartacus, poucos repetiram seu sucesso, não teríamos mais o impacto de algo original e inovador, outro problema, seus protagonistas não retornariam para a sequência, já que todos sabemos de seu desfecho. Qual seria alternativa para um novo filme? um preludio, continuar e contar os acontecimentos seguintes, ou ambos? 300 - A Ascensão do Império começa nos contanto a história da batalha de Maratona, 10 anos antes dos valentes guerreiros espartanos enfrentarem mais de 10 mil Persas, nos portões do inferno. Os eventos nesta batalha se tornam cruciais para a história, gerando conflitos futuros. Batalha que se tornou ainda mais famosa, pois em Maratona que Dionísio (Rei Persa) foi morto por um guerreiro Grego (Themistokles) e seu filho Xerxes presenciou tudo, fazendo com que além do desejo dos Persas de conquistar a Grécia, sua sede de vingança fosse até maior que sua dominação, Podemos entender que além de já ser um plano antigo de dominação, há uma vingança pessoal que motiva ainda mais o rei da Pérsia. 
Além disso, acompanhamos a movimentação dos Gregos para impedir o temido ataque, Themistokles (Sullivan Stapleton) pretende unificar a Grécia e suas tropas para resistirem a Xerxes (Rodrigo Santor), mas suas negociações são em vão, principalmente com os Espartanos, liderados pelo Rei Leônidas.
O filme se passa em paralelo com seu antecessor, retratando eventos e batalhas em lugares diferentes, ambas envolvendo a frota Persa. 
Em menor numero Themistokles improvisa com estratégias, que dificultam as investidas dos inimigos, que estão prestes adentrar em solo Grego pelo mar negro, com uma frota naval de dar inveja a qualquer um, liderada pelo Artemisia (Eva Green) braço direito de Xerxes, responsável pela investida marítima Persa, enquanto o rei enfrenta Leônidas e Cia do outro lado da Grécia.
O roteiro que era uma das maiores preocupações, nos convence, o arco de histórias foram bem amarados de uma forma bem eficiente, afinal além de um HQ, 300 é um fato histórico muito bem rico, que pode ter muito mais situações aproveitas. As batalhas são bem filmadas o diretor Noam Murro, imita bem o estilo de filmar de Zach Snyder, mas o longa não é impecável, além de não ser mais novidade, como citei, o elenco esta muito aquém (principalmente com relação ao primeiro), com exceção de Eva Green (ponto alto do filme) e Rodrigo Santoro (mal aproveitado), o restante é muito inferior, principalmente seu protagonista Sullivan Stapleton que vive o exímio guerreiro, e líder das tropas Gregas; Themistokles, sem carisma algum para liderar um exercito, nas mãos de um ator convincente isso seria diferente, outra que ganha importância neste longa é Gorgo (Lean Headley) mulher de Leônidas e a rainha de Esparta que não prejudica, mas não acrescenta nada em atuação.
Os pontos altos são as batalhas, que agora tem proporções mais grandiosas, fator que às vezes prejudicam o longa, agora com um ar mais grandioso, com diversas situações ocorrendo simultaneamente, fica difícil prestar atenção, ou se apegar a algum personagem, durante os grandes combates do filme, as estratégias de guerra também perdem um pouco de seu glamour e ficam difíceis de observar, se no anterior eram 300 Espartanos reclusos numa espécie de beco, esperando por seus inimigos, aqui os ataques são por todos os  lados, às vezes a câmera se perde em meio ao caos. O sangue também é mais exagerado neste longa, em muitas vezes até sem necessidade, o masoquismo de Murro (diretor) pela câmera lenta, é maior do que de Snyder (que aplicava o artificio muito bem em todos seus filmes), outro fator que prejudica o longa, é hora ser muito mais escuro. 
300 - A Ascensão do Império não faz feio, e a julgar pelas baixas expectativas, e também por já termos uma referencia, ou parâmetro (300) o filme é divertido, poderia ser muito melhor, e para quem não viu o anterior pode até desfrutar e se divertir muito mais. 
 A Ascensão do Império esta longe de ser uma sequência ruim, e tem uma ótima ideia de se passar antes, durante e depois de 300, apenas faltou uma melhor direção, e um elenco mais carismático, quem sabe no próximo ele consigam por a casa em ordem, já que não esta tão bagunçada, se isso acontecer à franquia pode ascender novamente nos cinemas novamente.
@RG_FilmesInc                                              @FilmesInc                                          facebook
Avaliação:
Critica:6,5
Públco:8
Filmes inc.:7,5

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