By Rg.
Badalado é a palavra mais precisa para Trapaça, novo filme de David O Russel, tal badalação é por diversos motivos, um dos principais é por ter o próprio O.Russell como diretor, após ser indicado em 2011 por O Vencedor e ano passado por O Lado Bom da Vida, já traz uma certa expectativa (badalação) a qualquer produção.
Neste longa a expectativa é praticamente dobrada (ou triplicada), a julgarmos pelo elenco que estrelado que ele juntou, encabeçado por Christian Bale, Amy Adams, Jennifer Lawrence, Bradley Cooper, Jeremy Renner e Robert DeNiro, qualquer longa metragem com este elenco, já chama todos os holofotes para si, ainda mais pelo retrospecto do condutor do filme; O.Russel, conhecido por extrair o melhor de cada ator em seus filmes, exemplos anteriores como em O Vencedor (2010), onde quase todo o elenco principal recebeu indicações ao Oscar, com exceção do protagonista Mark Wahlberg (injustiçado), culminando na com premiação de Christian Bale levou a estatueta de ator coadjuvante para casa.
No ano passado David O.Russel, fez bonito novamente com; O Lado Bom da Vida, resultado, mais uma vez o elenco principal foi todo indicado, desta vez com quatro indicações de atores, um feito raro (que não acontecia há 32 anos), Jennifer Lawrence, Bradley Cooper, Robert De Niro e Jacki Weaver, destaque para a belíssima, Jennifer Lawrence que levou a estatueta de melhor atriz para casa.
Agora um ano depois ele repetiu o feito; tendo o quarteto de protagonistas indicado pela segunda vez consecutiva. Trapaça já abre de forma inteligente, nos contando a história de uma forma bem inusitada, como se já estivéssemos vendo o filme bem adiante, após um incidente, ele retorna ao inicio nos situando de tudo aquilo, e como chegamos aquele evento posterior.
Neste "inicio" ele nos apresenta aos personagens principais, vividos por Bale e Adams, logos nos minutos iniciais é impossível não se apegar ao personagem de Bale (Irving Rosenfeld), caricato e carismático, o golpista dono de uma rede de lavanderias, quer ser apenas um Bon vivant, e para isso além de seu ramo de negócios habitual, ele vende e contrabandeia obras de arte, e também fornece falsos empréstimos a pessoas desesperadas, durante uma festa ele conhece Sidney Prosser (Amy Adams), que é apenas uma jovem em busca oportunidades, que depois de trabalhar em diversos empregos, que iam desde de boates a clubes de Striptease, ela decide ir atrás de seu sonho, que é escrever para uma revista feminina, seu entusiasmo da "certo", ela consegue um cargo de recepcionista na redação da revista e vai subindo devido sua esperteza e agilidade, em lidar e manipular as pessoas.
O encontro entre os dois já nos mostra que ambos ganharão muito mais juntos, o romance entre eles é dono de boa parte do arco principal do filme, não demora para que Sidney seja sua sócia nos negócios, fazendo com que seu comercio ilegal de obras e empréstimos cresça de forma absurda, fato que desperta a atenção do FBI é ai voltamos à primeira cena do filme, onde já presenciamos os dois colaborando com os federais, para uma operação que vai desmascarar uma parte de máfia de New Jersey e o núcleo corrupto politico local.
Depois das devidas apresentações do casal principal, somos apresentados ao agente federal Richie DiMaso vivido por Bradley Cooper, que faz parte da farsa que o FBI montou em Nova Jersey, envolvendo até um falso Sheik.
Também não podemos esquecer de Rosalyn interpretada por Jennifer Lawrence, que ao dar o ar da graça, nos deixa cada vez mais impressionados com suas atuações, chegando para a terceira indicação ao Oscar seguida (tendo já o faturado ano passado), sua personagem é uma jovem mãe irresponsável que vê seu filho ser melhor cuidado pelo padrasto (que o adotou), do que por ela própria, aqui ela esbanja, sensualidade e também muita irresponsabilidade, ao lado de Christian Bale é a dona do filme.
Christian Bale que por sinal mostra novamente e a versatilidade, após definhar e chegar aos 50 quilos para fazer o filme; O Operário, depois novamente para viver Dicky Eklund o irmão viciado em O Vencedor, aqui ele faz o inverso, após fazer Batman The Dark Night Rises, ele engorda compulsivamente e ainda adquiriu os trejeitos de uma pessoa obesa.
Já Amy Adams (Man of Steel) nunca esteve tão bela e sensual, numa atuação ousada que já figura entre as melhores de sua carreira.
Bradley Copper se destaca pela versatilidade no filme, por ser hora o agente federal calmo, sereno e centrado, ao histérico, que surta, grita e que fara de tudo por este operação, que vale muito ajuda na ascensão de sua carreira.
As atuações novamente são o ponto alto do filme de David O.Russel, mas ao contrário dos anteriores, Trapaça infelizmente, se resume a isso, mesmo sendo bem dirigido e filmado o filme é dependente do elenco, que por sorte funciona extremamente bem, se não o filme teria poucos atrativos para ser visto, seu enredo que começa cativante se torna maçante, longo e demorado, tudo que acontece é num ritmo lento, que demora diversas cenas para ocorrer, nada é dinâmico, deixando o ritmo do filme devagar, e até exaustivo (para suas 2:18 minutos de projeção), se o filme fosse mais dinâmico e tivesse uns 40 minutos a menos, ele seria favorito nas premiações também como melhor filme, não seria apenas um longa de belas atuações.
O ultimo ato é lento, e seu desfecho seria o mesmo se ele fosse mais curto e dinâmico, é uma pena, pois com este elenco ninguém iria se importar de ver um filme longo, mas devido ao ritmo do filme, em algum momentos só queríamos que ele acabasse, naquele instante, a intenção do diretor é ótima usufruir de um ótimo elenco e das atuações por muitos minutos, uma pena que o roteiro não ajudou.
A primeira impressão, Trapaça no cinema que ele faz jus a seu título nacional, ao me prometer duas coisas um ótimo filme e belas atuações, mas só cumprir uma, somente belas atuações e isso pra mim foi sim uma Trapaça.
Obs; American Hustle, traduzido seria algo como Americano Ladrão ou Larapio.
Avaliação:
Filmes Inc.:7
Critica:7,5
Público:7

Nenhum comentário:
Postar um comentário