Filmes Inc.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

47 Ronis

47-Ronins-poster-28Out2013
By Rg.
47 Ronins, nova superprodução da Universal Studios, já chega carregando um fardo enorme (algo comum em produções deste porte), antes de estrear qualquer filme com orçamento milionário, já chega aos cinemas pressionado a arrecadar um valor superior ao seu custo.
O fardo de 47 Ronins é ainda mais pesado, pelo fato de carregar com ele um problema que amaldiçoa quase 100% das produções que passam por isso; atrasos nas filmagens e refilmagens, estes dois problemas afetam qualquer filme financeiramente (estourando o orçamento) e os deixam fadados ao fracasso. Poucas foram às exceções que se deram bem ao passar por isso, exemplo recente foi; Guerra Mundial Z, mesmo com atraso enormes, nas filmagens e refilmagens adicionais o filme estourou seu orçamento inicial, se tornando a produção mais caro do gênero (horror) de todos os tempos, mas conseguiu reverter à situação tendo bons números de bilheterias, e até fechando com lucro conseguindo faturar; $550 milhões de dólares no mundo todo, contra $190 milhões do seu custo.
47 Ronins foi gravado em 2011, tinha sua estreia marcada para novembro de 2012, depois foi adiado (devido a mais três semanas de refilmagens), para fevereiro de 2013, e apos estourar seu orçamento chegando a 200 milhões de dólares, pra o natal de 2013 nos EUA.
Problemas a parte, 47 Ronins é um filme quase distinto do que é mostrado em seu trailer, que focou apenas em mostra-lo como uma aventura mitológica, com dragões, criaturas e muita feitiçaria, o filme é bem distinto do que promete no trailer (mas isso é bom), mesmo para aqueles que vão esperando ver apenas um filme com um visual fantástico, mitológico com uma história bem rasa, o longa surpreendeu, de forma muito positiva (felizmente), mas foi vendido de forma errada, se apostassem no filme realmente do jeito que ele é, seu futuro poderia ser bem diferente.
O longa tem um inicio bem pé no chão, ambientado em cenários reais, o que quero dizer é que é um filme sobre a filosofia milenar oriental, com um visual épico, sobre samurais, e sua cultura, nada de terras magicas, florestas com arvores retorcidas e etc, tudo acontece no japão do século 18 mesmo, dando uma ótima verocidade ao filme, por exemplo, logo em sua primeira cena, a comitiva do Lord Asano (governante de Ako) e seus soldados, saem para caçar e enfrentam uma estranha criatura, mas é num universo tão real, que se fosse um Rinoceronte ou Buffalo, não mudaria o impacto da cena, que serviu para nos deixar ciente que mesmo se tratando da filosofia e cultura milenar dos samurais, o filme também tem mitologia, que é sutilmente, muito bem empregada, crescendo aos poucos no decorrer do longa, de forma bem sutil e na hora certa, para termos ideia com exceção da tal criatura e da apresentação da Feiticeira (Rinko Kikuchi de Circulo de Fogo), não temos mais nada do gênero, durante quase uma hora de filme, que se dedica a um arco muito mais plausível, para nos contar a história do famoso clã de samurais, que ao serem traídos e perderam seu líder, junto com seu "reino", e honra, são fadados a viver como Ronins (Samurais, sem mestre).
Com eles ao seu lado, esta o mestiço Kai (Keanu Reeves), que quando criança conseguiu fugir dos espíritos malignos da floresta ,e foi acolhido pelo Clã de samurais do vilarejo  de Ako, Kai não é um samurai (nem pode), mas devido à convivência, ele conhece tudo sobre eles, e sabe lutar tão bem quanto.
O elenco é todo de atores orientais, com exceção de Keanu Reeves (muito bom). O diretor, estreante; Carl Rinch foi ousado, em ter um nome como o de Reeves no filme e dividir seu tempo de tela por igual, entre ele e ótimo, Hiyuki Sanada (Ôishi).
Após o golpe Ôishi (Hiyuki Sanada) decide buscar vingança contra o novo ditador e devolver as terras ao povo Ako, para isso ele decide juntar seus ex-soldados (47), numa missão suicida, contra o inimigo e todo o mal que o protege, principalmente sua feiticeira.
A partir dai a mitologia entre em cena, sempre bem empregada, alternado com combates entre Ronins e samurais (sem feitiçaria em boa parte das cenas), e como já citei em cenários convencionais, dando muita verossimidade ao épico, somado a uma excelente fotografia.
47 Ronins é uma grata surpresa de qualidade, devido aos fatores que ele tinha contra si, e também por ter sido vendido de forma errada, sendo um filme muito mais sobre a bela cultura japonesa e seus guerreiros, com uma inclusão de mitologia que faz bem, o filme poderia ser levado mais a sério, como o excelente o Ultimo Samurai entre outros do gênero. 
Vale citar o longa é baseado na famosa história dos 47 Ronins que existiram, mas que aqui ganha, tons mais factícios para atrair outros públicos, estratégia que não funcionou, e o público não foi ver o filme, que não chegou nem perto de seu orçamento (um pena), pois no meu entender o filme funciona bem nos dois sentidos, como um longa sobre os Samurais e toda sua cultura, e também como um bom filme sobre mitologia e feitiçaria que nos diverte e entretêm.
@RG_FilmesInc                                  @FilmesInc                                      facebook

Avaliação:
Filmes Inc.:8
Critica:7 
Público :7,5

Nenhum comentário:

Postar um comentário