47 Ronins, nova superprodução da Universal Studios, já chega carregando um fardo enorme (algo comum em produções deste porte), antes de estrear qualquer filme com orçamento milionário, já chega aos cinemas pressionado a arrecadar um valor superior ao seu custo.
O fardo de 47 Ronins é ainda mais pesado, pelo fato de carregar com ele um problema que amaldiçoa quase 100% das produções que passam por isso; atrasos nas filmagens e refilmagens, estes dois problemas afetam qualquer filme financeiramente (estourando o orçamento) e os deixam fadados ao fracasso. Poucas foram às exceções que se deram bem ao passar por isso, exemplo recente foi; Guerra Mundial Z, mesmo com atraso enormes, nas filmagens e refilmagens adicionais o filme estourou seu orçamento inicial, se tornando a produção mais caro do gênero (horror) de todos os tempos, mas conseguiu reverter à situação tendo bons números de bilheterias, e até fechando com lucro conseguindo faturar; $550 milhões de dólares no mundo todo, contra $190 milhões do seu custo.
47 Ronins foi gravado em 2011, tinha sua estreia marcada para novembro de 2012, depois foi adiado (devido a mais três semanas de refilmagens), para fevereiro de 2013, e apos estourar seu orçamento chegando a 200 milhões de dólares, pra o natal de 2013 nos EUA.
Problemas a parte, 47 Ronins é um filme quase distinto do que é mostrado em seu trailer, que focou apenas em mostra-lo como uma aventura mitológica, com dragões, criaturas e muita feitiçaria, o filme é bem distinto do que promete no trailer (mas isso é bom), mesmo para aqueles que vão esperando ver apenas um filme com um visual fantástico, mitológico com uma história bem rasa, o longa surpreendeu, de forma muito positiva (felizmente), mas foi vendido de forma errada, se apostassem no filme realmente do jeito que ele é, seu futuro poderia ser bem diferente.
O longa tem um inicio bem pé no chão, ambientado em cenários reais, o que quero dizer é que é um filme sobre a filosofia milenar oriental, com um visual épico, sobre samurais, e sua cultura, nada de terras magicas, florestas com arvores retorcidas e etc, tudo acontece no japão do século 18 mesmo, dando uma ótima verocidade ao filme, por exemplo, logo em sua primeira cena, a comitiva do Lord Asano (governante de Ako) e seus soldados, saem para caçar e enfrentam uma estranha criatura, mas é num universo tão real, que se fosse um Rinoceronte ou Buffalo, não mudaria o impacto da cena, que serviu para nos deixar ciente que mesmo se tratando da filosofia e cultura milenar dos samurais, o filme também tem mitologia, que é sutilmente, muito bem empregada, crescendo aos poucos no decorrer do longa, de forma bem sutil e na hora certa, para termos ideia com exceção da tal criatura e da apresentação da Feiticeira (Rinko Kikuchi de Circulo de Fogo), não temos mais nada do gênero, durante quase uma hora de filme, que se dedica a um arco muito mais plausível, para nos contar a história do famoso clã de samurais, que ao serem traídos e perderam seu líder, junto com seu "reino", e honra, são fadados a viver como Ronins (Samurais, sem mestre).
Com eles ao seu lado, esta o mestiço Kai (Keanu Reeves), que quando criança conseguiu fugir dos espíritos malignos da floresta ,e foi acolhido pelo Clã de samurais do vilarejo de Ako, Kai não é um samurai (nem pode), mas devido à convivência, ele conhece tudo sobre eles, e sabe lutar tão bem quanto.
O elenco é todo de atores orientais, com exceção de Keanu Reeves (muito bom). O diretor, estreante; Carl Rinch foi ousado, em ter um nome como o de Reeves no filme e dividir seu tempo de tela por igual, entre ele e ótimo, Hiyuki Sanada (Ôishi).
Após o golpe Ôishi (Hiyuki Sanada) decide buscar vingança contra o novo ditador e devolver as terras ao povo Ako, para isso ele decide juntar seus ex-soldados (47), numa missão suicida, contra o inimigo e todo o mal que o protege, principalmente sua feiticeira.
A partir dai a mitologia entre em cena, sempre bem empregada, alternado com combates entre Ronins e samurais (sem feitiçaria em boa parte das cenas), e como já citei em cenários convencionais, dando muita verossimidade ao épico, somado a uma excelente fotografia.
47 Ronins é uma grata surpresa de qualidade, devido aos fatores que ele tinha contra si, e também por ter sido vendido de forma errada, sendo um filme muito mais sobre a bela cultura japonesa e seus guerreiros, com uma inclusão de mitologia que faz bem, o filme poderia ser levado mais a sério, como o excelente o Ultimo Samurai entre outros do gênero.
Vale citar o longa é baseado na famosa história dos 47 Ronins que existiram, mas que aqui ganha, tons mais factícios para atrair outros públicos, estratégia que não funcionou, e o público não foi ver o filme, que não chegou nem perto de seu orçamento (um pena), pois no meu entender o filme funciona bem nos dois sentidos, como um longa sobre os Samurais e toda sua cultura, e também como um bom filme sobre mitologia e feitiçaria que nos diverte e entretêm.
@RG_FilmesInc @FilmesInc facebook
Avaliação:
Filmes Inc.:8
Critica:7
Público :7,5
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