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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Menina que Roubava Livros

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By Rg.

A Menina que Roubava Livros chega aos cinemas trilhando um caminho que muitos best-sellers do gênero já trilharam, como o mais recentes; O Menino de Pijama Listrado e O Caçador de Pipas, mas nenhum teve o devido sucesso e reconhecimento, de sua mídia original nas telas, geralmente estes filmes que caem no agrado do público no home vídeo e geram um boca a boca, mas onde era preciso, nos cinemas, tiveram apenas cifras medianas, sera que desta vez a história vai ser diferente.  Baseado no livro homônimo A Menina que Roubava Livros, nos conta a história de Liesel Meminger, que durante a segunda guerra mundial é enviada pela sua mãe junto com seu irmão mais novo, para a família Hubermann , que os adotá para ajudar na sobrevivência dos irmãos caso a guerra mudasse de rumo.
Assim como no livro, ofilmes é narrado pela Morte, que da um tom bem diferente a narrativa, mostrando um ponto de vista bem interessante, nos apresentando os principais personagens do filme, e os descrevendo de forma às vezes até engraçada, pena que a narradora se ausenta em durante boa parte do filme. 
A jovem Liesel tem que lidar com a recente morte do irmão, e também a difícil adaptação em um novo lar, e família, e o Bullying sofrido logo em seus primeiros dias de aula, devido o fato da garota não saber ler, algo que incentivou ainda mais, seu digamos novo !vicio", que mesmo sem ler. ela já havia roubado alguns livros, sempre que houve uma oportunidade. Conforme seu "pai" Hans (Geofrey Rush) decide ajuda-lá a aprender o oficio da leitura, o habito (roubar) se torna ainda mais frequente. 
A jovem garota encontra na leitura uma válvula de escape, enquanto a Alemanha esta em plena guerra (prestes a sucumbir), ela se desconecta do mundo real através da leitura além, do novo habito criar um vinculo maior com seu novo pai Hans.  A rotina da família até então pacata, muda com a chegada de um rapaz moribundo chamado, Max que bate a porta da família e Hans o acolhe, devido a uma divida de gratidão com a família  do garoto, que tem que ser escondido por ser Judeu.  Não demora para Liesel criar um vinculo de amizade com o rapaz, que vem a adoecer e a jovem garota passa a ler diversos livros para o rapaz. Livros estes que ela diz pegar emprestados na casa do prefeito diariamente, onde ela faz uma bela amizade com a esposa do prefeito, ao levar diariamente as roupas passadas pela sua mãe, Liesel e mulher do prefeito apreciavam muito a leitura e se reuniam em segredo na biblioteca da mansão diariamente. O longa também nos mostra o forte vinculo de  amizade entre ela e Rudy, seu jovem vizinho, que também procura alternativas de diversão, para ignorar a guerra que bate em suas portas, seu pai acabara de ser chamado pelo partido nazista e ele seria o próximo, a guerra sempre transformando meninos em homens e meninas em mulheres, antes da hora, os fazendo pular a melhor fase de suas vidas, no caso do jovem Rudy queria apenas ser um corredor, mas devido a ida do pai para a guerra, se torna o homem da casa mesmo sendo apenas uma criança, que jogava bola na rua até um dia antes. A Menina que Roubava Livros é um bom filme de guerra, nos mostrando o lado alemão da guerra, mas não o lado militar, o lado civil, do conflito, mostrando como os alemães encaravam aquilo tudo, quem nem todos eram a favor do que estava ocorrendo, como próprio Hans, que em nenhum momento se filiou ao partido, apenas seguia com sua vida e ajudava quem podia, na medida do possível, é um lado diferente, após vermos tantos filmes com os alemães como vilões, chega ser até estranho, ver que muitos deles eram vitimas, que perdiam suas casas e sua privacidade para o exercito, que invadia seus lares sem ao menos avisar, e também mostra a falta de oportunidade de emprego para aqueles que não eram militares, que passavam até dificuldades. Com uma boa direção do estreante nos cinemas Brian Percial que dirigia series de TV, uma ótima trilha sonora assinada pelo mestre John Williams, somado a um ótimo elenco, encabeçado, pela praticamente desconhecida Sophie Nelisse, que vive nossa jovem protagonista (Liesel), mas o ponto alto do filme, são seus novos pais; Geofrey Rush (Hans) faz o pai bonzinho, daqueles que todos lhe dão ordem e abusam de sua bondade e carisma, principalmente sua mulher Emyli Watson (Rosa Hubbermann) que faz o contra contra ponto do casal, sempre de mal humor e temendo o pior. A Menina que Roubava Livros é mais um filme baseado em Best-seller conceituado, que rendeu um muito bom filme, mas como já é praxe, os leitores da obra vão achar defeitos, mesmo ela sendo uma boa adaptação. e como toda adaptação, tem que tomar liberdades para o cinema, afinal são mídias distintas, estes descontentes, deveriam se sentir aliviados, pois em meios a tantas adaptações pífeas e ruins, este ao menos nos brindou com um belo filme, sobre uma bela historia, independente de tudo.
@RG_FilmesInc                                     @FilmesInc                                                   facebook
Avaliação:
Critica:7,5
Público:8,5
Filmes Inc.:8,5   

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