by Rg.
Luc Besson é um nome importantíssimo para o cinema Francês atual, principalmente por sair daquele status Cult, alternativo e mais artístico do cinema europeu, seus filmes tem um estilo mais comercial.
Besson surgiu nos fim dos anos 80 com filmes como; Nikita e depois se consagrou nos anos 90 com; O Profissional e O Quinto Elemento, logo na sequência como todo egocêntrico, buscou um projeto pessoal que quase sepultou sua carreira, o polemico Joana D'Arc, protagonizado pela sua até então esposa Milla Jovovich (O Quinto Elemento e Resident Evil), após o fiasco financeiro e critico, o diretor voltou para sua terra natal e começou e continuou a produzir produções de sucesso (ao todo são 116) por la e pelo mundo, como as franquias, Taxi e B-13, e nos Estados Unidos ele foi responsável por produzir as franquias; Carga Explosiva e Busca Implacável entre outros.
Já estava na hora do competente cineasta voltar como diretor as terras Yankes, em 2013 ele dirigiu o ótimo; A Família, que é ambientado na França, mas tem Robert De Niro, Michelle Pheyfer e Tommy Lee Jones no elenco, o longa era quase uma homenagem aos filmes de máfia, com pitadas de humor, era hora de voltar para o cinemão pipoca de ação. Seu próximo projeto era Lucy, era sua volta ao blockbuster, orçado em $40 milhões de dólares e protagonizado pela lindíssima Scarlett Johansson, marcava também o seu retorno ao gênero que o consagrou, seus filmes sempre tiveram personagens femininas fortes como protagonistas, vide; Nikitta, O Profissional e O Quinto Elemento.
Lucy nos mostra a protagonista do título, apenas mais uma garota comum, que vive em Hong Kong, quando seu ficante da vez, lhe envolve em uma confusão com a máfia local, que a usa como mula para transportar uma nova droga sintética, tal droga e feita a partir de um composto (cph4) que produzimos numa escala proporcional, ao enjerirmos o tal composto, ele acelera a produção de CPH4, e a nossa mente ativa partes do cérebro que não "utilizamos". Desde seu inicio o filme cita, e se baseia na teoria que o ser humano usa apenas 10% do nosso cérebro (menos que os golfinhos), ao transportar a mercadoria em seu intestino, após um incidente o CPH4 acaba se espalhando pelo seu organismo, a fazendo sentir os níveis da sua mente aumentando e evoluindo, e ai ação tem início, os donos da droga querem seu produto de volta, Lucy quer vingança e também impedir que outros consigam atravessar as fronteiras com a droga. O que parecia ser mais um filme de ação protagonizado por uma mulher, como Anjos da Noite, Salt, Colombiana e etc, se torna mais um filme Sci-Fi com sequências de ação que beiram o absurdo, para aqueles que esperam um filme mais no estilo destes citados, vai se decepcionar (e muito).
A cada momento que o cérebro de Lucy evolui um estagio, ela fica mais poderosa, mas não ao ponto de ser porradeira, ela mal encosta em seus algozes, ela se torna um uma espécie de Jedi, onde com sua mente, e através de gestos, ele joga seus oponentes e armas a distancias, sem nem os tocá-los, não temos a sensação de perigo em momento algum, devido ao grande poder de Lucy.
Se Lucy seguisse a fórmula mais plausível, como a de outro filme que trata do mesmo tema, o ótimo Sem Limites de 2011, e acrescentasse ação, se a capacidade adquirida, apenas fizesse que nossa heroína se esquivasse, antecipasse os golpes de seus oponentes, ao sentir o perigo de perto, seria muito melhor, e real. Luc Besson aqui pode ter conseguindo êxito financeiro, devido ao carisma e o momento vivido por Scarlett Johansson, mas ao mesmo tempo peca muito, ao dar super-poderes a alguém que é ainda um ser humano, mesmo que usando a totalidade de seu cérebro, que a cada momento ganha uma capacidade maior, não é preciso ser PhD em ciência, para ver que há muito exageros neste ponto de vista do Francês.
O longa tem apenas 89 minutos (parecem muito mais), e além dos defeitos apontados seu ultimo ato é extremamente, cansativo e um devaneio do Besson, que vai além do que já nos tinha mostrado, sequências estranhas e filosofísticas, que não condiz com um filme do gênero, tem momentos que ele parece querer ser Terrence Malick e seu Árvore da Vida.
Perto de seu desfecho Lucy vai se transformando em uma espécie de entidade, ou um ser super-poderoso, em que seus poderes não tem limites. O longa tem alguns poucos bons momentos, como a cena em que Lucy foge dos mafiosos no incio do filme, ou a perseguição pelas ruas de Paris, e só, muito pouco e o estrago já estava feito (é era tão grande,) que nem o carismático Morgan Freeman pode salvar o filme.
Fica a dica, quer ver um ótimo filme sobre uma pessoa usando a totalidade de seu cérebro, assista Sem Limites. E sobre Luc Besson ele voltou ao cinema americano, muito bem financeiramente (o filme já passa dos 200 milhões de dólares pelo mundo), mas pela qualidade é melhor ver seu projeto anterior A Família.
@RG_FilmesInc @FilmesInc Facebook
Avaliação:
Critica:6
Público:7
FilmesInc.:4,5
Lucy nos mostra a protagonista do título, apenas mais uma garota comum, que vive em Hong Kong, quando seu ficante da vez, lhe envolve em uma confusão com a máfia local, que a usa como mula para transportar uma nova droga sintética, tal droga e feita a partir de um composto (cph4) que produzimos numa escala proporcional, ao enjerirmos o tal composto, ele acelera a produção de CPH4, e a nossa mente ativa partes do cérebro que não "utilizamos". Desde seu inicio o filme cita, e se baseia na teoria que o ser humano usa apenas 10% do nosso cérebro (menos que os golfinhos), ao transportar a mercadoria em seu intestino, após um incidente o CPH4 acaba se espalhando pelo seu organismo, a fazendo sentir os níveis da sua mente aumentando e evoluindo, e ai ação tem início, os donos da droga querem seu produto de volta, Lucy quer vingança e também impedir que outros consigam atravessar as fronteiras com a droga. O que parecia ser mais um filme de ação protagonizado por uma mulher, como Anjos da Noite, Salt, Colombiana e etc, se torna mais um filme Sci-Fi com sequências de ação que beiram o absurdo, para aqueles que esperam um filme mais no estilo destes citados, vai se decepcionar (e muito).
A cada momento que o cérebro de Lucy evolui um estagio, ela fica mais poderosa, mas não ao ponto de ser porradeira, ela mal encosta em seus algozes, ela se torna um uma espécie de Jedi, onde com sua mente, e através de gestos, ele joga seus oponentes e armas a distancias, sem nem os tocá-los, não temos a sensação de perigo em momento algum, devido ao grande poder de Lucy.
Se Lucy seguisse a fórmula mais plausível, como a de outro filme que trata do mesmo tema, o ótimo Sem Limites de 2011, e acrescentasse ação, se a capacidade adquirida, apenas fizesse que nossa heroína se esquivasse, antecipasse os golpes de seus oponentes, ao sentir o perigo de perto, seria muito melhor, e real. Luc Besson aqui pode ter conseguindo êxito financeiro, devido ao carisma e o momento vivido por Scarlett Johansson, mas ao mesmo tempo peca muito, ao dar super-poderes a alguém que é ainda um ser humano, mesmo que usando a totalidade de seu cérebro, que a cada momento ganha uma capacidade maior, não é preciso ser PhD em ciência, para ver que há muito exageros neste ponto de vista do Francês.
O longa tem apenas 89 minutos (parecem muito mais), e além dos defeitos apontados seu ultimo ato é extremamente, cansativo e um devaneio do Besson, que vai além do que já nos tinha mostrado, sequências estranhas e filosofísticas, que não condiz com um filme do gênero, tem momentos que ele parece querer ser Terrence Malick e seu Árvore da Vida.
Perto de seu desfecho Lucy vai se transformando em uma espécie de entidade, ou um ser super-poderoso, em que seus poderes não tem limites. O longa tem alguns poucos bons momentos, como a cena em que Lucy foge dos mafiosos no incio do filme, ou a perseguição pelas ruas de Paris, e só, muito pouco e o estrago já estava feito (é era tão grande,) que nem o carismático Morgan Freeman pode salvar o filme.
Fica a dica, quer ver um ótimo filme sobre uma pessoa usando a totalidade de seu cérebro, assista Sem Limites. E sobre Luc Besson ele voltou ao cinema americano, muito bem financeiramente (o filme já passa dos 200 milhões de dólares pelo mundo), mas pela qualidade é melhor ver seu projeto anterior A Família.
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Avaliação:
Critica:6
Público:7
FilmesInc.:4,5
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