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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mazze runner

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By Rg.  
Hollywood vive de ciclos que vão e vem de tempos em tempos e Maze Runner é mais uma filme deste novo ciclo, que toma boa parte das produções na atualidade, as adaptações literárias Teen (voltadas e protagonizadas por adolescentes), tudo começou em 2001 com Harry Potter, a saga do menino Bruxo ao mesmo tempo que se encaixava neste perfil, já caminhava por si só, e abraçava diversos públicos (e não só adolescentes e crianças). O movimento ganhou força mesmo após Crepúsculo virar hit em 2008, inclusive resultando no livro homônimo que deu origem ao filme em 2009, escrito James Dashner.

Sobre os ciclos este é o momento (ou  febre) de filmes com este perfil, que agora paira sobre o gênero de aventura, mas também já tomou conta de diversos gêneros em Hollywood, como os filmes de terror, que após Pânico em 1997, você não via mais um filme de terror, sem ser protagonizado por alguém com mais de 20 anos, ou após o sucesso de American Pie, as comédias também foram inundadas de atores teen. A fórmula ficou tão escassa, que saturou e deixou de funcionar. Mas agora volta com força, nesta junção; livros e filmes teen, dai meu amigo, não tem erro (no quesito financeiro).


Maze Runner tem um pouco de todos os sucessos recentes do gênero, Jogos Vorazes, Divergente e também dos fiascos, que não emplacaram como ; Os Instrumentos Mortais, A Hospedeira e Dezesseis Luas. Maze Runner, começa muito bem, com uma trama até que envolvente (que nos faz até não reparar no fraco elenco, principalmente seu protagonista), bem dinâmico e enigmático o longa inicia sem muitas explicações, apenas somos jogados, como nosso protagonista, numa clareira, habitada por vários garotos, que tem criam algumas regras para sobreviver diariamente naquele isolamento. Cercados por um enigmático labirinto que abre diariamente e fecha toda noite, eles o percorrem o tal labirinto todo dia, em busca de repostas e principalmente uma saída, o protagonista; Thomas (Dylan O´Brien), faz o papel do telespectador, que vai aprendendo mais sobre o local, e quem são essas pessoas que o habitam aos poucos.
Durante os minutos iniciais, o filme é frenético (fazendo jus ao nome), seus problemas começam depois, quando vem o seu segundo ato, o desenvolver do filme, e de seus personagens, é ai que tudo começa a ruir, o elenco não corresponde, e a ação e o ritmo, caem bruscamente, fazendo com que tudo que não nos incomodou inicialmente (pelo bom começo), agora já incomoda, e muito.
Além do elenco, as coincidências do filme são inúmeras e surreais, todos os clichês do gênero estão la, e são todos utilizados um após o outro, mas nada de forma dosada, pois em momento algum o roteiro tentou inovar e partiu para solução mais pratica e obvia, que era se repetir, exemplos; Thomas chega à clareira e já visto como estranho, deslocado e também como uma ameaça, a um dos lideres do grupo o arrogante Gally, logo em sua primeira aparição, ele demonstra querer saber mais sobre o que se passa por lá, e já se envolve em todas as confusões, logo em seu primeiro dia, como; acabar acidentalmente desafiar um dos lideres numa luta, por que justo Thomas entre tantos vai esbarrar no brigão, de tantos somente agora chegou alguém, com este perfil? Coincidentemente Thomas se enturma com os menos populares, que tem informações sobre todos, e já o situam de tudo, ele já demonstra interesse em entrar no labirinto com os Runners (corredores), tarefa que ninguém almeja.
A favor de Maze Runner temos a boa fotografia e o som, a trama não é todo ruim, se fosse melhor e ousada teríamos um filme melhor (e menos cansativo), assim como o segundo ato, seu final é cansativo e morno, o diretor estreante; Wes Ball não soube alternar as  sequencias de ação, com o desenvolvimento da trama, e ainda nos brinda em seu clímax final, com algumas coisas absurdas, como o grupo passa por desafios extremos, para chegar a um especifico lugar, e em questão de minutos o algoz também chega ao local, como se tivesse pego algum teletransporte, algo não plausível, por questões de logica. Maze Runner é sobre humanos em um labirinto tentando achar a saída, mas assim como num laboratório, você se interessa pelo rato no labirinto inicialmente, mas se ele demora a achar a saída o largamos lá e perdemos o interesse, e aqui acontece o mesmo a diferença e que nos pagamos pelo ingresso e ficamos até o final, para ver se esta experiência da certo e melhora. Espero que ao contrario de labirinto este ciclo tenha fim.

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Avaliação:
FilmesInc.:6,5
Critica:7
Público:8

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