
by Rg.
Nostalgia é palavra mais apropriada para esta produção, que chegou mais que tardia ao cinemas.
20 anos se passaram desde que Jim Carrey e Jeff Daniels nos fizeram gargalhar com uma das comédias mais engradas de todos os tempos (para aqueles que como eu se deixaram levar pelo clima risadas não faltaram), de lá pra cá muita coisa mudou, Jim Carrey teve uma ascensão espontânea e se tornou astro, em placando no mesmo ano (1994) os sucessos; Ace Ventura e O Maskara a partir dai nos seus filmes seguintes seu cachê foi para o estrondoso valor de 20 Milhões de dólares, ficando entre os mais altos de Hollywood. Depois o astro buscou afirmação em papeis sérios, mas sempre se manteve nas comedias, já Jeff Daniels fez produções medianas e papeis que eram longe de ser cômicos, já os diretores; os irmãos Peter e Bob Farelly se consagraram com o sucesso de Debi & Loide e fizeram perolas como Quem Vai Com Mary e Eu Eu Mesmo e Irene, este também com Jim Carrey, depois tiveram uma baixa nos anos 2000 (Amor em Jogo), e voltaram com o ótimo Passe Livre em 2011.
Debi Lóide 2 demorou tanto para a ganhar vida, e um dos motivos iniciais era justamente inicialmente à agenda e (mais ainda) o cache de Jim Carrey, imagina um filme deste porte custa em média $30 milhões, e só o cache do astro era 25 milhões até há algum tempo atrás. E quando parecia que tudo caminhava para sair do papel há alguns anos a Warner desistiu do filme, eis que ano passado a Universal assumiu o projeto.
Agora fica a pergunta 20 anos não é muito tempo para uma sequência?
Se passaram duas décadas depois e Lloyde (Jim Carrrey) e Harry (o personagem de Jeff Daniels não se chama Debi como no título) continuam idiotas, mas se antes eles eram dois imbecis com idade mental de 7 anos, aqui eles tem uma idade similar a de dois garotos de 11 ou 12 (daqueles bem desprovidos de inteligência), o que eu quero dizer que mesmo que seja pouco, eles evoluíram durante estes vintes anos, nada que os impeça de criar as maiores confusões, mas agora percebemos um certa malicia tanto em Lloyde e também em Harry, em algumas situações, eles não estão mais espertos (mas acham que estão), em diversos momentos eles demonstram uma esperteza inicial, que logo passa, como quando chegam numa convenção, sem convite, e precisam entrar no local com urgência, eles acabam sendo confundidos com cientistas, e Harry aceita a troca de identidade para adentrar no local, algo que nem sonhávamos no filme anterior.
A situação que faz os dois idiotas caírem na estrada novamente, tem inicio quando após Lloyde ficar 20 anos fingindo estar doente (numa sequência de abertura hilaria), Harry precisa de um trasplante de Rim, e um doador compatível, a dupla decide visitar seus pais Harry (que ele não os vê há no minimo uns 25 anos), para saber se há algum doador compatível na família. Harry descobre por meio de uma correspondência antiga de uma ex-namorada (citada no primeiro filme), que ele é pai, além de uma oportunidade de conhecer sua filha, eles vem à possibilidade de uma doadora em potencial (inteligencia?), dando inicio a mais um Road Movie (filmes de estrada), ao novamente atravessarem o país, se metendo com diversas confusões,
Uma coisa comum nos dois filmes, é que o universo de Harry e Lloyde, parece se rum mundo a parte, as pessoas se chocam e se surpreendem com seus feitos, mas não tanto como nós, parecem já estarem prontas, para as idiotices que virão a seguir, mas é algo muito funcional, que traz uma dinâmica a filme, pois se todos já os vissem como os telespectadores, logo de cara não dariam chance de eles causarem mais situações constrangedoras, como exemplo no primeiro filme, que mulher (e mãe), em sã consciência ofereceria a filha para um encontro com um sujeito de terno laranja? Ou agora que pessoa sensata, após alguns minutos de conversa com eles, os daria missão de entregar uma caixa valiosa para ser entrega em outro estado? Se todos os enxergassem como nós, não teria filme, seria mais algo como Borat ou Vovô Sem Vergonha, mostrando apenas as pessoas chocadas com a situação, não é preciso nem frisar com todas as letras, que o longa, em nenhum momento quer passar a sensação de realidade e sim de algo ficcional.
Debi & Loide acima de tudo acerta na química seu roteiro pode não ser tão original, quando o primeiro, mas encaixa perfeitamente nos personagens, pois ele é interpretado por Jim Carrey e Jeff Daniels (ambos muito a vontade), parece que foi ontem que eles vestiram aquelas perucas, mérito também dos diretores; Os Farrelly, pois aqui eles usaram de um artificio que poucos tem esta moral, deixar Jim Carrey ser Jim Carrey para aqueles que já conhecem e admiram o astro, sabem que ele improvisa muito em cena, seus filmes sempre contem erros de gravação hilários, aqui eles o deixam improvisar a vontade, e sua a química com Jeff é tão perfeita, que ele já improvisa junto, isso rende cenas hilárias e espontâneas, seria um desperdício de talento deixar um ator do porte de Jim Carrrey na coleira.
A direção é perfeccionista e bem detalhista para àqueles como eu, que reviram o filme de 1994 recentemente, parece que foi ontem, que eles saíram daquele apartamento para entregar a maleta em Aspem, as atualizações das piadas também são excelentes, uma piada inicial envolvendo Breaking Bad hilária.
O filme funciona em quase tudo, o que não funciona é muito pouco, em alguns momentos falta um pouco de ritmo, o valor nostálgico supera e ajuda o filme, é uma pena que demorou 20 anos para ver esta dupla de novo em cena, mas pelo menos a demora valeu a pena, e se me prometerem que vai ser mais 20 anos pra terceira parte, já compro meu ingresso e aguardo ansiosamente, mas que seja de boa qualidade como esta.
@RG_FIlmesInc @FilmesInc Facebook #FilmesInc
Avaliação:
Filmes Inc.:8,5
Critica:7,5
Público:9
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Critica:7,5
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