
By Rg.
Gravidade é o tipico filme que nos deixa
perplexos, principalmente pelo simples fato de ter se tornado um sucesso, algo muito raro num filme do gênero (espacial) em Hollywood, grandes
apostas com mais apelo comercial, recentemente naufragaram nas bilheterias, e o novo longa do diretor
Alfonso Cuarón vai na contra mão de tudo, o filme é todo situado no espaço com apenas
uma protagonista (em boa parte do filme), dificilmente daria certo, além também do fato de se tratar de uma
produção milionária (mais de $100 milhões), algo muito raro e arriscado, geralmente
estes longas tem orçamentos modestos (bilheterias também), exemplos são os ótimos, Lunar, 2001 Uma Odisseia no Espaço entre outros filmes clássicos do gênero que não
foram rentáveis.
Gravidade além de conceituado, chega com status de forte concorrente ao Oscar 2014, e de quebra já superou seu alto custo somente nos Estados Unidos (em pouco mais de duas semanas). Além do boca a boca, por que sera que o grande público procurou este filme, críticos e cinéfilos vão ver o
filme, por diversos fatores, ter um diretor conceituado (Alfonso Caurón de Filhos da Esperança), ter um elenco competente entre outros fatores, resumindo o cinéfilos procurariam por este filme, independente do sucesso, Gravidade se destaca por ter todos os elementos citados mas funcionando com perfeita harmonia, o elenco conta com Sandra Bullock (em ascensão, após faturar recentemente um Oscar) e o
sempre ótimo George Clooney, e acima de tudo o que levou o público convencional a ver este longa
também e sua trama, ele não é apenas um filme de ficção cientifica no espaço,
ele é um filme claustrofóbico, mesmo se passando na imensidão do espaço, é um
filme sobre medo, tensão, solidão, redenção e persistência, o longa vai trazendo a tona todos seus sentidos e sensações sucessivamente.
Gravidade nos
mostra a novata Dr.Ryan Stone (Bullock) e o experiente piloto Matt Kowalski (Clooney), numa operação rotineira de
reparos no telescópio Hubble, quando uma chuva de destroços de uma
estacão Russa os acerta, o incidente acontece de forma rápida pegando todos de
surpresa, deixando a Dr.Stone e Kowalski á deriva no espaço, além de ter efeitos
fantásticos,
a sequência do acidente é surreal, o longa lhe passa a sensação real
do que é estar a deriva abandonado no espaço, passando até uma certa
claustrofobia ao telespectador, algo que alguns filmes menores já fizeram (sem sucesso), mas sobre
outros temas como; Mar Aberto e Panico na Neve.
Gravidade se
diferencia por isso, ele lhe transporta literalmente ao espaço, inclusive em, diversas cenas a tela esta embaçada ou com marcas devido estarmos vendo pelo capacete da
dr.Ryan, estamos tendo a visão em primeira pessoa, o drama em primeira pessoa,
sentidos a angustia de estar na imensidão abandonado, sem comunicação,
isso Alfonso Cuarón faz de forma sublime, desde os efeitos visuais, que são de
saltar os olhos, um dos poucos filmes que valem a pena o ingresso 3D e Imax,
outro ponto fundamental do filme é a atuação da questionada Sandra Bullock, que no
melhor estilo Tom Hanks em Naufrago, segurando uma produção deste porte sozinha, numa atuação até mais difícil que outras do gênero, também pelo fato dela
ser uma mulher (filme protagonizados por mulheres não tem um bom retrospecto de bilheterias), ela mesmo se sente mais vulnerável, por ser sua primeira
missão, ao mesmo tempo em que ela nos passa a impressão de sexo frágil, ela é uma guerreira que busca forças de onde não há em uma situação adversa.
Gravidade
merece ser visto por ser um excelente filme e acima de tudo um filme que
quebrou tabus, se há cerca de um ano me perguntassem se um filme todo feito no
espaço com apenas uma protagonista seria um sucesso de público, eu responderia que
não, mas ainda bem que o mundo da sétima arte não cansa de nos surpreender, e
filmes como esse devem ser vistos por multidões sim.
Avaliação:
FilmesInc.: 9,5
Critica: 10
Público: 8,5

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