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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Aposta Maxima (Runner Runner)


By Rg.
O título Aposta Máxima, é muito propicio a este novo longa, o filme além de ser sobre o mundo dos cassinos virtuais, não deixa de ser um estúdio apostando todas suas fichas num elenco muito questionado buscando afirmação, Justin Timberlake busca afirmação em Hollywood, Ben Affleck a cada respiro de sua vida tem que provar algo para os críticos, mesmo após dirigir três ótimos filmes e faturar o Oscar de melhor filme por Argo, de quebra este é o primeiro filme do astro após ser escolhido o novo Batman, na produção ainda temos o nome de Leonardo DiCaprio, produção querendo se provar como mais que um ator.
Aposta Máxima já começa com este peso, este fardo, algo que pode atrapalhar qualquer filme para que ele flua normalmente sem pressão, mas Aposta Máxima não faz feio (mas também não faz bonito), o filme esta longe de ser ruim, mas poderia ser muito melhor, o longa tem sua premissa inicial até interessante, Justin faz o universitário Richie Furst, que para pagar seu curso faz lobby para um site de apostas online, após ser ameaçado pela reitoria da universidade ele é proibido de organizar as apostas, sem outra alternativa para pagar o restante do curso ele decide arriscar e apostar o que sobrou de suas economias, na tentativa de conseguir uma quantia suficiente para pagar o restante de seu curso e suas despesas universitárias, a tentativa ousada da certo nas primeiras horas, mas ao persistir ele começa a perder tudo, inconformado o experiente jogador não se da por vencido e percebe que foi vitima de um golpe, que foi roubado, ele contata alguns amigos peritos em crimes virtuais e percebe que o site tira proveito dos jogadores e consegue ver suas cartas antes, mas de forma muito sutil, assim ninguém percebe. Sem dinheiro e esperança ele tranca sua matricula e vai atrás do dono do site, Ivan Block (Ben Afleck) que além de dono do maior site do ramo, é também dono de toda a rede de cassinos na Costa Rica, Richie  o procura na tentativa de alertá-lo, sobre que algum programador que deve estar fraudando seu site, sem nem mesmo que Ivan saiba. A ousadia do rapaz é logo reconhecida pelo magnata, que fica grato por não divulgar a fraude evitando de um escândalo vir à tona, afinal Block tem um nome á zelar, como gratidão ele devolve o dinheiro a Richie, mas lhe oferece um emprego milionário na Costa Rica supervisionando seus cassinos, o ambicioso rapaz aceita e começa uma carreira meteórica no mundo da jogatina, tudo ia bem (mas todo baralho de cartas desmorona), Richie é abordado e ameaçado pelo FBI que o confronta revelando a verdade sobre seu chefe, pedindo que ele coopere para entrega-lo, a partir dai Richie percebe que nem tudo ali é licito e legalizado, que ascensão de Ivan nos últimos anos não foi honesta. A partir dai o filme que vinha morno, esboça ter uma reviravolta (já aguardada) e um clímax, mas junto com ele vem um dos maiores blefes do filme, que é apostar suas fichas em Justin como protagonista nada contra ele, que até estava mandando bem Hollywood, com o ótimo Rede Social, o divertido e Amizade Colorida e o regular O Preço do Amanha, mas neste filme principalmente neste segundo ato não convence ninguém, sua atuação deixa muito à desejar, muito canastrão, em nenhum momento ele também convence como jovem promissor, há meu ver já que o estúdio queria um rosto conhecido para o personagem (marketing comercial) deveria buscar alguém, como Shia Labeouf (Transformers) que já fez algo semelhante em Wall Street ou até Aaron Taylor-Johnson de Kick Ass, qualquer destas escolhas traria mais talento e carisma, para o personagem, mesmo correndo um risco de perder tudo, inclusive sua vida, e caso sobreviva pode nunca mais pisar nos USA, ele não nos passa isso. 
Já a outra aposta do filme Ben Affleck, aqui faz um vilão caricato (mas condiz com o roteiro), se encaixando perfeitamente na trama, sem comprometer, percebemos até uma certa tranquilidade do astro, que estava bem a vontade no papel, ele sim estava canastra, mas todo vilão tem que ser um pouco canastrão. 
O diretor Brad Furman, depois de fazer o excelente O Poder e Lei, chamou a atenção e lhe deram um filme com um orçamento e marketing maior, para provar que seu filme anterior não foi sorte de principiante, mas ou ele perdeu a mão, ou não teve liberdade do estúdio, e teve apenas que seguir o roteiro amarrado e burocrático, ou seja dirigiu o filme no automático. 
Fechando as apostas, temos a dupla de roteiristas; Brian Koppelman, David Levien que tenta voltar ao universo que os consagrou em Cartas na Mesa, aqui fazem um filme de ação, com umas reviravoltas previsíveis e muita correria no final, mas o maior tropeço do filme, mesmo sendo um filme sobre jogo principalmente o Pôquer, o jogo em si não é mostrado na pratica em momento algum é apenas citado, quem sabe se fosse como em Cartas na Mesa, e os roteiristas tivessem apostado definitivamente no jogo, teriam ganhado muito mais do que a recepção mediana que o filme teve.
Há em meio há tudo isso temos Gema Arterton, que faz o interesse amoroso de Ritchie, tão interessante para trama que já ia me esquecendo de citar, tamanha a falta de química do casal.
Aposta Máxima é uma aposta alta que faltou ousadia, e quando apostamos alto e não perdemos tudo, mas fica aquele gostinho que se ousássemos mais, faturaríamos muito mais, mas o medo de perder nos faz ficar satisfeitos com pouco, é exatamente isso que aconteceu com este filme.
@RG_FilmesInc                                           @FilmesInc                                   Facebook
Avaliação:
Critica:6
Público:7,5
FilmesInc.:6,5


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