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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mama


By Rg. 
"Era uma vez," frase que abre o filme Mama, vai na linha oposta do gênero que é o filme, tudo bem que temos alguns elementos de contos de fada, uma cabana na floresta, crianças perdidas, uma lenda, mas o filme é longe de ser um conto infantil, produzido por Guilhermo Del Toro (perito no gênero suspense/terror), muito ocupado com seus projetos, produz sempre que pode algo que lhe interessa do gênero, principalmente se tem algum diretor latino emergente nele, como ele já fez com o bom O Orfanato
Mama é baseado num curta metragem de 2008 (segue anexo no fim do post), dirigido pelo argentino Andrés Muschietti seu o curta repercutiu e Del Toro o convidou para contar mais sobre a história das duas irmãs num longa metragem, uma ideia ousada, pois um curta de menos de 10 minutos virar um filme, pode se tornar um algo vago, com muito enchimento de linguiça, afinal aquele história não foi pensada para as telonas. O filme já abre num tom sinistro com um pai desesperado correndo com as filhas para longe de tudo, acabando numa cabana, onde num ato desesperado de tirar sua vida e de suas duas filhas algo acontece e o impede, e as duas crianças ficam sozinhas (ou não) na floresta, os anos se passam e nada das garotas serem encontradas, até que cinco anos depois o tio delas que financiava expedições diárias de busca, tem resultado, e elas são finalmente encontradas, mas a partir dai outros problemas vem a tona, elas praticamente se tornaram primitivas, regrediram na evolução, vão ter que se readaptar ao nosso mundo e principalmente deixar Mama para traz. 
A Mama do título é alguém que cuidou delas neste tempo, se não elas não sobreviveriam, mas será que Mama vai deixá-las em paz, sob a guarda de outros, seu tio Lucas consegue sua tutela e se muda junto com sua namorada Annabel (Jessica Chastein) e as meninas para uma casa sub supervisão do estado, Victoria a mais velha tem uma readaptação mais rápida, pelo fato de quando desapareceu já falava e sabia ler, já Lilly não, pois não era instruída educacionalmente, e ficou este tempo todo sem dialeto, se comunicando por gestos de forma primitiva, Annabel também esta passando por dificuldades, pois de uma hora para outra sua vida deu uma guinada, onde ela teve de escolher entra sua vida na cidade, com sua banda de rock, ou continuar com seu namorado (agora morando junto) e se tornando praticamente mãe de duas garotas, muito do mérito do filme se deve a atuação de Jessica Chastein, sua versatilidade é algo que não víamos no cinema (numa atuação feminina) em anos, ela foi de dona de casa em The Help, a mulher frágil em Os Infladores, agente da CIA em A Hora Mais Escura, e recentemente uma dona de casa (conservadora e submissa) em O Abrigo, com cara e trejeitos de senhora do interior, aqui ela não se transforma apenas atuando, seu estilo e jeito de mulher também; com um ar mais jovem,  moderna, vocalista de banda, com tatuagens, cabelo curto, e quase impossível se a pessoa não for aficionada por cinema, ou não ler seu nome no poster reconhecê-la, não estou falando apenas de maquiagem, e sim uma mudança de personalidade e estilo para poucas, sua Annabel e a espinha dorsal do filme.
Após muitas sessões os médicos acham que não à nada de erado com as garotas, mas após as observarem eles acham que elas criaram uma espécie de alter ego, chamado Mama, que elas alegam ter cuidado delas, mas que deve ser algo passageiro, agora na cidade será coisa do passado. Os dias se passam e fatos estranhos ocorrem na casa, cada vez com mais frequência, o diretor mantém o segredo, nos mostrando apenas um pouco a cada cena, sempre deixando a gente mais curioso e aflito, com cada vulto ou aparição repentina de Mama um pouco mais de seu visual aterrorizante era revelado, o filme funciona muito bem neste aspecto, é pura tensão e a cada aparição sua á plateia gritava surpresa. Pena que faltou experiência para que ele segurasse os telespectadores (mais críticos) até o fim, não sabemos se é falta de experiência ou como já disse também a falta de um roteiro coeso, que não era para um longa e foi estendido (uma hora a corda rompe), o filme tem seu ponto fraco no seu final, que soa meio arrastado, quando por necessidade mercadológica, tudo tem ser minimamente explicado em Hollywood, ao tentaram dar um origem à Mama, o filme se perde o foco, e também por em seu desfecho final, as aparições em close da criatura, que antes era assuntadoras já não assuntam mais, nem tem mais impacto, mesmo assim o filme esta muito acima da média de outros exemplares ruins do gênero, e vale ser conferido, ainda mais se você não for tão critico e detalhista, ira se divertir (ou assustar) ainda mais.
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Avaliação:

Critica:7,5
Público:8,5
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