

By Rg.
Títulos de filmes em português sempre causam discussões no caso de Deadfall (Queda Livre), aqui no brasil foi batizado como; A Fuga que por incrível que pareça tem até um nome mais propicio que o original, mas poderia muito bem se chamar; Conflitos ou outro nome do tipo, pois quem julga pelo pôster entende que Eric Bana e Olivia Wilde, com armas em punho estão em uma fuga alucinante pelos Estados Unidos, mandando bala em todos que lhes perseguem, mas o filme não é bem isso sim se trata de uma fuga, mas pelos minutos iniciais já percebemos que é um filme com algo há mais, um certo conteúdo e uma boa direção, com um elenco afiadíssimo, coadjuvante escolhido à dedo, com direito até o mesmo tempo de cena do casal que estampa o cartaz (há o suposto casal são irmãos), que logo na sequência inicial estão numa estrada conferindo os dividendos de um assalto bem sucedido, até que um acidente muda toda a sorte dos assaltantes, após sobreviverem ao choque eles tem que encarar uma grande uma floresta praticamente congelada, Addison (Eric Bana) tem a ideia de se separar de sua irmã (Liza não esta sendo procurada devido a policia local não saber de sua participação no roubo), e se reencontrarem na fronteira do Canadá, ao se separarem Addison deixa uma trilha de sangue por onde passa, enquanto Liza (Wilde) pega carona com Jay um ex-promessa do boxe local, recém-saído da cadeia, e se torna alvo da sedução da garota para chegar na fronteira, eis que temos á boa adição deste personagem à trama, Jay (Charlie Hunnam) além de estar na condicional, esta a caminho de casa (próximo da fronteira) e precisa se reconciliar com seu pai, seu conflito familiar também é retratado, além do vinculo abalado com seu pai (ex-xerife local vivido pelo ótimo Kris Kristofferson), sua mãe (Sissy Spacek) esta no meio deste arco tentando reestruturar a família, á chegada de Addison a pacata cidade deixa toda a guarda de prontidão e no seu encalço, liderados pelo atual xerife que é pai da policial local; Becker (Kate Mara), que nos foi apresentada no início do filme ao visitar a casa dos pais de Jay, sendo amiga de infância do boxeador e de sua família, todos tem seu elo interligados de alguma forma, principalmente pelos foragidos.
Jay se deixou envolver com
Liza e esta a caminho com ela, que pretende passar as coordenadas de seu paradeiro para seu irmão assim
que possível e com quem esta, Backer é posta de lado pelo pai nas investigações e pede ajuda ao pai de Jay, que tem muita experiência. Tudo vai se encaixando e todos tem sua importância, como já disse se julgar pelo pôster somos levados a pensar que é um filme
de ação, com apenas dois protagonistas e com um elenco de apoio
simples, pelo contrário, o elenco coadjuvante é o ponto alto do filme muito bem dirigidos pelo diretor Zach Dean, em seu primeiro trabalho depois de despontar na Europa.
Voltando aos protagonistas, Eric Bana consegue sua melhor atuação na carreira (ao lado de Nero em Star Trek),
indo de vilão inescrupuloso daqueles matam qualquer um em seu caminho, civil ou
policial, à anti-herói, ao ajudar uma família ao confrontando o pai bêbado, e ainda
deixar uma ajuda financeira, Olivia Wilde (Liza) faz jus a sua beleza no papel de hora
sexy apeal, hora garota perdida, clamando por ajuda, estes ingredientes fazem de
A Fuga, um filme surpreendente em dois critérios, a quem julga pela embalagem e
para aqueles como eu que subestimaram o filme, que é uma grata surpresa, é como se fosse um filme de outro gênero que estivesse sendo rodado e acidentalmente dois personagens surgissem modificando todo o cotidiano de um vilarejo, onde as pessoas estão vivendo suas vidas e agindo normalmente (ao contrario do que é retratado de forma rotineira nos filmes, sempre as famílias ou pessoas que se envolvem na trama são famílias perfeitas em plena harmonia), tanto que há vários conflitos familiares ocorrendo em meio a este caos mas
com um título propicio, menos enganoso.
Avaliação:
Critica:7
Filmes Inc.:7,5
Público:8
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