
By Rg.
Fee, fi, fo, fum !!! "sinto cheiro de sangue", para
aqueles que são de uma geração anterior e cresceram ouvindo histórias
ou assistindo elas na TV (como série em contos de fadas na TV cultura), sabemos
muito bem a importância nostálgica que estes contos tem para
nossa geração, contos como; João e Maria, A Bela e a Fera, Chapeuzinho
Vermelho e Branca de Neve. Mas infelizmente às vezes é bom ficar apenas na
lembrança, todos os contos estão sendo revisitados, alguns de forma tão
vergonhosa que fariam os Irmãos Grimm (escritores responsáveis pela
maioria destes contos citados), devem estar de bruços no túmulo. A nova geração esta conhecendo os mitos de forma errada "e o pior estão
gostando".
Todos estes
exemplares acima já ganharam uma nova versão, e pior alguns foram alterados
para versões contemporâneas, isso somente nos dois últimos anos, abrindo a leva
destes filmes tivemos o sofrível; A Garota da capa Vermelha, que é baseado no
conto dos irmãos Grim, mais conhecido como Chapeuzinho Vermelho, mas além de
estragarem tudo que havia de bom no clássico, o filme é uma fusão de Crepúsculo
com o conto, nos brindando com um triangulo amoroso desnecessário, em um romance insosso, logo
depois outro derivado de Crepúsculo, e dos clássicos literários veio nos
assombrar, A Fera, versão pop do clássico que conhecemos como A Bela e a Fera,
resumindo o filme é um equivoco só. Ano passado foi à vez de Branca de Neve
chegar aos cinemas, com Branca de Neve e o Caçador; este com menos romance e com mais cara de épico, mas também
desnecessário e equivocado, uma protagonista sem carisma em um conto de Branca
de Neve onde a Bruxa é mais bela que a princesa, somando tudo isso nem a boa
fotografia e a grandiosidade da produção salvam o longa, em seguida
quase paralelamente tivemos o horroroso Espelho, Espelho Meu, com uma cara mais
Disney, numa tentativa de apenas transpor o clássico dos Grimm, mais conhecido
pela animação da Disney de 1937 para o live action, resultado assombroso, e o
ultimo mais recente é João e Maria; Caçadores de Bruxas, desta vez a ideia era
nos mostrar o conto do casal de irmãos que se perdem na floresta, e vão para numa casa de doces da bruxa, anos mais tarde agora caçando monstros, o filme
ficou com um jeito à la Van Helsing resultado, parecer com o fiasco Van Helsing não é bom.
Por que os estúdios ainda persistem em estragar a nossa infância ou
traumatizar os próximos.
Quando; Jack O Matador de Gigantes, foi anunciado, todos
ficamos com os pés e corpo atrás com a produção, até que os
ânimos foram acalmados quando Bryan Singer foi anunciado como diretor, devido ao currículo do competente diretor, o filme conta a famosa história de João e o Pé de Feijão, aqui no Brasil (lá sempre foi Jack), na trama as semelhanças com o
conto original são muitas, com algumas adições, mas comparando aos outros
contos citados, Jack tem mais respeito pela obra original, todos os elementos
estão lá, o clima de aventura e a mitologia, desta vez os gigantes fazem parte
do folclore do Reino de Gatúa, onde os gigantes tentaram tomar o reino, mas o rei
conseguiu controlá-los e mandá-los de volta para seu reino
nas alturas, e derrubou seu único acesso a terra, derrubando o pé de feijão,
e guardando consigo seus últimos grãos de feijão, os anos se passaram e a história se
tornou um conto para crianças, devido a todos nunca terem visto um gigante, mas
este fato esta para mudar devido ao pretendente da filha do rei (Ian McShane), o ministro/tesoureiro/chefe da guarda; Roderick (vivido por Stanely Tucci), descobrir que não é apenas um mito e
desenterrar os restos mortais do rei junto com seus feijões, mágicos, mas o
clero formado por monges, que agem como guardiões da lenda, descobrem e roubam dele antes que
ele arquitete seu plano, no meio deste caos esta Jack, um pobre camponês que esta no reino
tentando vender seu cavalo, e acaba o cedendo para a fuga do monge em troca dos
feijões, frustrado se sentindo enganado Jack, volta para sua pobre casa, onde
por acaso numa noite chuvosa recebe a visita da princesa do reino, perdida e procurando
abrigo, com a chuva um dos feijões tem acesso à água e brota um enorme
pé de feijão, levando sua cabana e a princesa para além das nuvens, o
rei ao saber do fato envia uma equipe de resgate e Jack se prontifica a ajudar,
a partir dai a aventura começa, por que do mesmo jeito que os humanos podem
subir os gigantes podem descer, ao chegarem ao topo eles não sabiam o que lhes
aguardavam, até que encontram os primeiros gigantes, vale citar, que todos tem
fisionomia própria, mas mesmo assim caricatos.
O problema do filme ao contrário
dos citados não é o conto original, ele muda algumas coisas, mas relevantes,
como Jack ter um cavalo para trocar, não uma vaca, a quantidade de gigantes,
mas respeitou a obra original em sua maioria, o fato que prejudica o filme é a verossimilidade, em nenhum momento o filme convence, não que os efeitos
sejam ruins, mas não temos nada surpreendente, pela tecnologia que o cinema
possui hoje em dia, algo já citado em Oz, é muito CGI e pouca maquiagem e traquinagem como no cinema mainstream, pode dizer que é impossível fazer isso hoje
em dia, não é pois, Peter Jackson nos provou na trilogia Senhor dos Anéis, e recentemente em Hobbit que é possível, com truques de câmera,
maquete, miniaturas, tudo isso faz o filme ser mais real, as criaturas terem peso
e expressões, algo que sentimos muita falta em Jack o Caçador de Gigantes, que
primeiramente era Jack o Matador de Gigantes dai o estúdio mudou
repentinamente.
O elenco também deixa muito a desejar, não pelo elenco de apoio Stanley
Tucci esta acima da média e o rei também, mas casal de protagonistas (Nicholas Holt e Eleonor Tomlinson) é meio insosso e sem carisma, portanto quando Hollywood não peca ao
desfigurar os contos de fadas ela peca de outra forma, elenco, roteiro e
efeitos. Jack caçador de gigantes pode muito bem ser conferido sem compromisso
em sua casa.
Avaliação:
Critica:6
Público:7,5
FilmesInc.:6,5
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