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terça-feira, 16 de abril de 2013

Jack O Caçador de Gigantes

By Rg. 
Fee, fi, fo, fum !!! "sinto cheiro de sangue", para aqueles que são de uma geração anterior e cresceram ouvindo histórias ou assistindo elas na TV (como série em contos de fadas na TV cultura), sabemos muito bem a importância nostálgica que estes contos tem para nossa geração, contos como; João e Maria, A Bela e a Fera, Chapeuzinho Vermelho e Branca de Neve. Mas infelizmente às vezes é bom ficar apenas na lembrança, todos os contos estão sendo revisitados, alguns de forma tão vergonhosa que fariam os Irmãos Grimm (escritores responsáveis pela maioria destes contos citados), devem estar de bruços no túmulo. A nova geração esta conhecendo os mitos de forma errada "e o pior estão gostando".
Todos estes exemplares acima já ganharam uma nova versão, e pior alguns foram alterados para versões contemporâneas, isso somente nos dois últimos anos, abrindo a leva destes filmes tivemos o sofrível; A Garota da capa Vermelha, que é baseado no conto dos irmãos Grim, mais conhecido como Chapeuzinho Vermelho, mas além de estragarem tudo que havia de bom no clássico, o filme é uma fusão de Crepúsculo com o conto, nos brindando com um triangulo amoroso desnecessário, em um romance insosso, logo depois outro derivado de Crepúsculo, e dos clássicos literários veio nos assombrar, A Fera, versão pop do clássico que conhecemos como A Bela e a Fera, resumindo o filme é um equivoco só. Ano passado foi à vez de Branca de Neve chegar aos cinemas, com Branca de Neve e o Caçador; este com menos romance e com mais cara de épico, mas também desnecessário e equivocado, uma protagonista sem carisma em um conto de Branca de Neve onde a Bruxa é mais bela que a princesa, somando tudo isso nem a boa fotografia e a grandiosidade da produção salvam o longa, em seguida quase paralelamente tivemos o horroroso Espelho, Espelho Meu, com uma cara mais Disney, numa tentativa de apenas transpor o clássico dos Grimm, mais conhecido pela animação da Disney de 1937 para o live action, resultado assombroso, e o ultimo mais recente é João e Maria; Caçadores de Bruxas, desta vez a ideia era nos mostrar o conto do casal de irmãos que se perdem na floresta, e vão para numa casa de doces da bruxa, anos mais tarde agora caçando monstros, o filme ficou com um jeito à la Van Helsing resultado, parecer com o fiasco Van Helsing não é bom.
Por que os estúdios ainda persistem em estragar a nossa infância ou traumatizar os próximos.
Quando; Jack O Matador de Gigantes, foi anunciado, todos ficamos com os pés e corpo atrás com a produção, até que os ânimos foram acalmados quando Bryan Singer foi anunciado como diretor, devido ao currículo do competente diretor, o filme conta a famosa história de João e o Pé de Feijão, aqui no Brasil (lá sempre foi Jack), na trama as semelhanças com o conto original são muitas, com algumas adições, mas comparando aos outros contos citados, Jack tem mais respeito pela obra original, todos os elementos estão lá, o clima de aventura e a mitologia, desta vez os gigantes fazem parte do folclore do Reino de Gatúa, onde os gigantes tentaram tomar o reino, mas o rei conseguiu controlá-los e mandá-los de volta para seu reino nas alturas, e derrubou seu único acesso a terra, derrubando o pé de feijão, e guardando consigo seus últimos grãos de feijão, os anos se passaram e a história se tornou um conto para crianças, devido a todos nunca terem visto um gigante, mas este fato esta para mudar devido ao pretendente da filha do rei (Ian McShane), o ministro/tesoureiro/chefe da guarda; Roderick (vivido por Stanely Tucci), descobrir que não é apenas um mito e desenterrar os restos mortais do rei junto com seus feijões, mágicos, mas o clero formado por monges, que agem como guardiões da lenda, descobrem e roubam dele antes que ele arquitete seu plano, no meio deste caos esta Jack, um pobre camponês que esta no reino tentando vender seu cavalo, e acaba o cedendo para a fuga do monge em troca dos feijões, frustrado se sentindo enganado Jack, volta para sua pobre casa, onde por acaso numa noite chuvosa recebe a visita da princesa do reino, perdida e procurando abrigo, com a chuva um dos feijões tem acesso à água e brota um enorme pé de feijão, levando sua cabana e a princesa para além das nuvens, o rei ao saber do fato envia uma equipe de resgate e Jack se prontifica a ajudar, a partir dai a aventura começa, por que do mesmo jeito que os humanos podem subir os gigantes podem descer, ao chegarem ao topo eles não sabiam o que lhes aguardavam, até que encontram os primeiros gigantes, vale citar, que todos tem fisionomia própria, mas mesmo assim caricatos.
O problema do filme ao contrário dos citados não é o conto original, ele muda algumas coisas, mas relevantes, como Jack ter um cavalo para trocar, não uma vaca, a quantidade de gigantes, mas respeitou a obra original em sua maioria, o fato que prejudica o filme é a verossimilidade, em nenhum momento o filme convence, não que os efeitos sejam ruins, mas não temos nada surpreendente, pela tecnologia que o cinema possui hoje em dia, algo já citado em Oz, é muito CGI e pouca maquiagem e traquinagem como no cinema mainstream, pode dizer que é impossível fazer isso hoje em dia, não é pois, Peter Jackson nos provou na trilogia Senhor dos Anéis, e recentemente em Hobbit que é possível, com truques de câmera, maquete, miniaturas, tudo isso faz o filme ser mais real, as criaturas terem peso e expressões, algo que sentimos muita falta em Jack o Caçador de Gigantes, que primeiramente era Jack o Matador de Gigantes dai o estúdio mudou repentinamente. 
O elenco também deixa muito a desejar, não pelo elenco de apoio Stanley Tucci esta acima da média e o rei também, mas casal de protagonistas (Nicholas Holt e Eleonor Tomlinson) é meio insosso e sem carisma, portanto quando Hollywood não peca ao desfigurar os contos de fadas ela peca de outra forma, elenco,  roteiro e efeitos. Jack caçador de gigantes pode muito bem ser conferido sem compromisso em sua casa.
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Avaliação:

Critica:6
Público:7,5
FilmesInc.:6,5

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