By Rg.
La La Land já chegou com a pompa de o filme de Oscar o musical de Damien Chazelle despontou como favorito na corrida deste ano e muitos já o vêm com certo preconceito pelo fato dele ser um musical, e toda vez que temos um filme deste gênero ele já entra como favorito (isso já praxe). Só que La La Land não esta com todo este lobby apenas por ser um musical, ele e muito mais que isso. Ele esta mais para um poema para Hollywood, em forma de musical, é uma homenagem ao cinema e todos os musicais que fizeram historia, de forma singela e sutil, ele tem o melhor cenário de todos para contar esta historia; Hollywood tem canções cativantes, daquelas que fazem você mexer os pés durante vários momentos, tem sapateado que nos remetem aos anos 60. As referencias são inúmeras e sempre estão presentes, como quando Sebastian dança segurando um poste, é uma nítida referencia a Cantando na Chuva.
O longa se diferencia dos demais do gênero e ganha mais pontos sobre eles por seu enredo ser leve e suave assim podemos dizer o romance entre os dois protagonistas e improvável e rende ótimas risadas, resultando numa comedia romântica de primeira, daquelas que faz você torcer e se emocionar por seus protagonistas e suas jornadas.
A historia da jovem barista aspirante à atriz em Hollywood Mia (Emma Stone) e o pianista fã de jazz Sebastian (Ryan Goslyng) que fracassou até agora em todos seus empregos, por não querer somente tocar os Jingles, inclusive a sequencia em que o longa nos apresenta seu personagem e conhecemos um pouco sobre ele e sua cara de insatisfação ao tocar canções natalinas já diz tudo sobre ele, e também seu jeito de não admitir ser subordinado em vários momentos e ótimo e impossível não ter carisma por ele logo em seus momentos iniciais. Assim como seu par Emma Stone que vale destacar aqui que atingiu uma maturidade muito rápida no cinema, e foi de par romântico de Peter Parker (O Espetacular Homem-Aranha) e Superbad, à indicada a prêmios e aqui ela faz jus às indicações, canta, atua e dança de forma espontânea.
Outro mérito do filme e brincar com a ambientação ele tem cara e jeito de um filme dos anos 90, e em certo momento podemos jurar isso, pelas roupas, bandas e canções só quando em raros momentos temos alguma tecnologia inserida de forma sutil sabemos que estamos nos dias atuais, são raros os momentos que aprecem algum celular ou notebooks e até um carro mais novo.
La La Land é impecável até seu terceiro ato, quando ele assume uma identidade própria e para de ser uma homenagem ao cinema, e ai ele fica lento, arrastado e serio de mais, ele passa de comedia romântica a um drama intenso, não se torna ruim, mas destoa muito da historia que estava sendo contada, nada que prejudique o belo filme.
O diretor Damien Chazelle encontrou seu gênero depois do ótimo Wiplash ele parece que nasceu para os musicais, logo no primeiro momento musical, o apartamento de Emma é como se fosse um tablado de teatro e cada cômodo que ela entra a câmera já esta lá, sem a quarta parede como um teatro, outro ponto que mostra maestria na direção e quando ele numa apresentação mostra Sebastian tocando algo a contra gosto (pop), se rendendo ao comercial para ter uma estabilidade financeira e Emma esta próxima a ele na plateia e conforme ele tem a aceitação do público e aceita se sentindo confortável, ela vai sendo levada para longe pelo público e se afastando dele, mostrando que ao largar seus ideais, ele também iriar perder algo mais.
Em fim La La Land não é perfeito, mas é muito bom merece todo o glamour em seu redor, e até agora quase um mês já de 2017, foi o primeiro filme que me fez sair do cinema feliz e o não já no elevador. E se todo musical fosse mais La La Land e menos Os Miseráveis que venha mais musicais.
Critica:9,5
Filmes Inc.:9
Público:8
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