
By rg.
Eu confesso que sou fã de uma boa comédia, consequentemente nos ultimos anos me tornei fã de Sacha Bohen Coen e
Johnny Knoxville, pelo simples fato de serem responsáveis por tirarem um gênero (comédia) da mesmice em meados dos anos 2000, onde comédias se resumiam as exemplares de mal gosto como; Todo Mundo em
Pânico, As Branquelas, O Pequenino e Cruzeiro das Loucas, faziam um enorme
sucesso (uma vergonha para o gênero).
Knoxville junto com sua
trupe é responsável de sacudir o gênero com um humor real, politicamente incorreto e sem
censura com Jackass, que surgiu com série da MTV migrando aos cinemas e
faturando milhões, logo depois Bohen Cohen nos trouxe Borat o repórter do Cazaquistão, que na comédia encontrou sua forma de abordar o patriotismo, muitas às vezes doentio
americano, e depois com seu repórter austríaco e gay; Bruno mexeu em outra
ferida, criticando a homofobia da maior nação do mundo, enquanto isso Knoxville continuava revolucionar o humor com mais dois filmes de Jackass para os cinemas. A fórmula de sucesso
de ambos, era o humor escrachado e o estilo semi-documental, sempre chocando pessoas
por onde passaram, são reações reais e situações realmente absurdas,
era o lado B e trash do gênero (mas original e divertido).
Depois da trilogia Jackass, Johnny Knoxville volta
com os produtores da franquia para fazer mais um longa metragem semi-documental,
bem nos padrões dos citados (Bruno e Borat), agora ele tem um personagem e
roteiro (já as pessoas ao seu redor não), sem contar que o tal personagem é ninguém menos que Irving Zisman, um senhor de idade que já deu as caras nos outros
filmes da trupe, sempre causando polêmicas dando amassos em jovens e etc, este senhor é vivido por Johnny Knoxville (excelente maquiagem),
agora o Vovó em questão esta recém "recuperando" de um luto e pretende sair por ai colocando sua vida sexual em dia, pena que sua alegria não durou muito, sua filha o incumbe de levar seu
neto para seu genro do outro lado do País, tipica trama clichê de um road
movie (filmes de viagens de carros), se não fosse pelo detalhe de sair chocando todos aos seu redor.
Vovô Sem
Vergonha pode não ter a qualidade de Jackass e dos outros filmes que citamos, devido algumas pausas dramáticas, que não conduzem com o ritmo do
filme (longe de ser politicamente correto), mas não incomoda boa parte do
público, acima de tudo, os bons momentos do longa compensam qualquer tropeço dele,
cenas envolvendo cadáveres, clubes de striptease e uma performance musical, no
melhor estilo pequena Miss Sunshine, pagam qualquer ingresso.
Johnny Knoxville
merece todos os méritos, por ter criado o personagem e atuar como um senhor de
idade, sem deixar vestígios do próprio ali, mas Billy (Jackson Nicoll) rouba a cena, cada vez que necessário, desde ao lado do Vovô Irving ou nas cenas em que ele aborda pessoas na ruas, as constrangendo, ao falar que sua mãe usuária de craque ou ao pedir para algum transeunte normal ser seu pai.
Vovô Sem Vergonha esta aquém de Jackass, Bruno e Borat, mesmo assim esta muito acima de diversos filmes de comédia que fazem muito sucesso, e seus bons momentos superam filmes inteiros.
Enquanto houver pessoas no humor como Knoxville e Bohan Cohen, ainda temos esperanças e a diversão esta garantida.
Avaliação:
Critica:7
FilmesInc.:7,5
Público:8,5

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