Dredd pode ser resumido em puro entretenimento, mas quem falou que diversão e entretenimento não pode nos surpreender, e ser um filme acima da média?
Dredd chega aos cinemas como um filme de ação e nos mostra como fazer um bom filme independente do gênero, e ser eficiente em vários quesitos, não só em ação.
Ele se sobressai como adaptação de quadrinhos (para aqueles que não sabem, baseado na HQ britânico homônima em 1977), se supera também a criar um universo futurista pós-apocalítico, com um baixo orçamento (a produção foi rodada na maior parte na África do Sul ,no lugar que também foi filmado outro surpreendente filme; Distrito9) e custou ninharia se compararmos ao padrão de produções deste porte em Hollywood, quem assiste ao filme não diz que o longa metragem custou menos de 50 milhões.
E ainda o filme merece destaque como Reboot, por que em 1995, também foi "adaptado" da obra de John Wagner e Carlos Ezquerrao, O Juiz protagonizado por Sylvester Stallone, e de fiel aos HQs não tinha nada (e o pouco que tinha era totalmente descaracterizado), o filme chega à beirar o ridículo, e de quebra praticamente sepultou Dredd nos cinemas, que já não era uma HQ muito popular, agora 17 anos depois ele retorna aos cinemas em grande estilo, nos fazendo esquecer qualquer lembrança daquela versão. Dredd, nos mostra que o futuro em Mega City One, há muito contraste, existem diversos guetos onde a violência tomou conta e grande centros habitacionais (prédios que chegam até 200 andares) se tornaram o epicentro da violência (verdadeira favelas de concreto), lugares onde não existe lei a não ser as dos Juízes, que fazem às vezes de polícia, juiz e executor, e o acusado responde pelos seus delitos na hora e local, se for grave é executado, isso faz com que eles sejam temidos como a única lei, literalmente conhecidos como o braço da lei.
Frios e com treinamento impecável (que vai deixar muito soldado do Bope com inveja), eles conseguem manter a paz e ser temidos nos guetos. Mas uma nova droga esta transformando Mega City One, num caos conhecida como Slo-mo, este potente alucinógeno deixa o usuário com seu cérebro operando com um segundo de atraso, assim ele enxerga tudo em slow motion (câmera lenta), mas sem testemunhas ou pistas, por que poucos tem coragem de deletar os chefes do tráfico em Mega City, tornando o difícil acesso ao seu distribuidor, conhecida como Ma Ma (Madaleine Madrigal), que tomou para si todo o controle e distribuição de Slo-mo na cidade. Dredd é designado para treinar e avaliar Cassandra Anderson (Olivia Thirlby), uma jovem aspirante a Juiz, que já se prontificou ao cargo diversas vezes e devido a falta de efetivo recebeu uma nova chance (os Juízes só conseguem atender a 6% das ocorrências), além de tudo ela possui um diferencial para o serviço, que vocês saberão no decorrer do longa.
Logo em sua sequência inicial (numa perseguição incrível), o filme já mostra ao que veio e da para se ter noção do poder de intimidação dos juízes, ao abordar traficantes que estão em fuga, ao avistarem Dredd já demonstram uma enorme preocupação, isso serve para irmos nos habituando com o modo de agir de um juiz, principalmente de Dredd, ao persegui-los ele vai citando as inflações e as penas que eles devem responder, conforme a perseguição avança a pena e a situação dos meliantes vai se complicando, como ao atropelarem um transeunte, já respondem por homicídio e ao atirarem contra ele (Dredd) tentativa de homicídio contra um Juiz.
Mas o filme começa mesmo ao adentrarem em Treach Peachess, numa batida de rotina eles prendem um reres traficante, mas ele é peça fundamental para que Ma ma continue seu reinado (pois ele possuiu informações que pode compromete-la), ela decide então fechar os portões de Teach Peachess, e oferece uma recompensa pela cabeça de Dredd e Anderson, ai que o filme cresce no quesito direção, o diretor Peter Travis (Ponto de Vista) transforma o longa além de um mega filme de ação, num longa denso e pesado, ele se torna pura tensão um puro clímax, este confinamento poderia prejudicar o filme, mas não o faz devido à imensidão do local e a direção ágil, a cada momento uma situação diferente acontece com Dredd e Anderson, ao invés de se tornar um filme claustrofóbico e repetitivo ele cresce usando isso ao seu favor.
Ma Ma (Madeline Madrigal vivida Lena Headey) os tem praticamente sob custodia e todos em Peach Trees a obedecem (ou não se opõem temendo represálias), ela manda toda sua "infantaria" fortemente armada de encontro a eles, neste momento podemos destacar a frieza do personagem que em nenhum momento demonstra medo, sendo frio e calculista de forma sublime, a todo o instante em meio ao caos ter a toda a situação sob controle, mesmo naquele estado de sitio. Karl Urban (Red, Star Trek) vestiu o manto de Juiz sem se importar em não aparecer durante o longa, apenas sua expressão facial (parcial), já se destaca, que chega a lembrar muito Robocop clássico cult dirigido por Paul Verhoeven em 1990, em seus trejeitos, estilo e também na violência do filme (coincidência ou não mesmo sendo americano Robocop aproveitou muito de Judge Dredd).
Dredd é uma boa dica de um ótimo filme por mérito e não por abuso de poder, que vale muito apena ser conferido por que afinal como ele já diz em boa parte do filme "Eu sou a lei" e leis são para serem seguidas!
Há, quer saber mais sobre o filme? Gravamos um podcast com nossos amigos do @conhece_mario sobre Dredd para ouvir clique aqui e para baixar aqui.@RG_FilmesInc @FilmesInc
Avaliação:
Critica:8 Karl Urban vs Stallone>>>
Público:9
Filmes Inc.:9,5


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