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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Hugo - A Invenção de Hugo Cabret

by Rg.
O que acontece, quando a Mafia encontra a nostalgia e a inocência? Por que o este inesperado encontro acontece neste longa, que é celebre adaptação do conto infantil, A Invenção de Hugo Cabret (2007), sobre o jovem garoto que após a morte do pai se torna órfão e passa a cuidar dos relógios da grande central de trens na Cidade Luz (Paris) nos anos 30, o que esta história aparantemente infantil e comovente tem a ver com a máfia? Muito por que ela marca a primeira vez que o cineasta Martin Scorsese (do s filmes Os Bons Companheiros, Cassino, O Aviador, Gangues de Nova York e ganhador do Oscar com Os Infiltrados), decide mudar totalmente de gênero ao abordar esta historia familiar, é também a primeira vez que ele usa a técnica 3D, teria tudo para dar errado o homem da mafia, filmes dramáticos ou suspenses densos como Ilha do Medo e Cabo do Medo, adaptando um livro infantil? Contra tudo e todos os paradoxos, Scorsese adaptou a obra de Brian Selznick, e nos deu um filme delicioso que para aqueles que não conhecem o currículo do diretor, pode até achar que é o gênero em que ele é especialista, desde o incio quando somos apresentados ao protagonista o garoto Hugo você já se envolve com seus grandes olhos azuis, que resaltam na tela, hora alegria, hora tristeza às vezes sem necessidade de palavras.
Como já citado Hugo após perder seu pai e mentor relojoeiro, que lhe ensina o oficio para montar e consertar relógios, que pouco antes de falecer havia encontrado num museu um autômato (uma espécie de robô feito com peças de relógio) quebrado faltava engrenagens para que voltasse a funcionar, e Hugo que vai morar com o tio na Estação de Trens em Paris, leva contigo o enigmático boneco, sempre entre os acertos dos relógios da grande central, o órfão rouba algumas peças para consertá-lo, da loja do mal humorado Papa George (Ben Kingsley) que após flagrá-lo pegando uma de suas peças toma seu livro com anotações sobre o tal boneco, Hugo que não deixa os relógios pararem nunca, pois se desconfiarem que o garoto vive sozinho na estação sera levado para um orfanato, pois seu tio que ficou de ser responsável por ele sumiu e nunca mais voltou.
Hugo passa seus dias na estacão observando todos pelo relógio, como senhoras que cuidam da vida alheia, e também o guarda (Sacha Baron Cohen) que persegue os órfãos que vagam e roubam para viver na estação diariamente com seu cão Maximilliam, o jovem órfão que tem mania de consertar tudo após conhecer Isabelle (Hit Girl de Kick-Ass) que é sobrinha de Papa George, ele descobre que além de ter algum envolvimento com seu caderno, ele tem segredos que devem ser o motivo de ter se tornado um velho amargurado, o filme tem outra camada como além de procurar pelas peças certas para seu boneco, que ele acredita conter alguma mensagem de seu pai, ele quer ajudar George a encarar seu passado.
Já na segunda camada, com a ajuda de Isabelle a aventura começa, numa investigação divertidissima e tocante com a ajuda do 3D (excepcional) o filme tem uma textura e profundidades, impressionante você se sente numa estação, vale citar que a França de 1930 é linda e retratada numa fotografia fantástica.
Some tudo isso com a história do cinema, recontada numa interação com o filme de forma majestral, ao descobrirem que um dos maiores cineastas que foi o pioneiro nos truques de efeitos no cinema, com historias fictícias e mais de 500 filmes esta entre eles, é o tio de Isabelle que após cair no esquecimento se tornou um homem recluso.
 Após os irmãos Lumière inventarem a sétima arte, ele simplesmente a inovou, e se trata de ninguém menos que o grande Georges Méliès, que pelo fato de ter sido magico e possuir uma experiência de palco, decidiu ingressar no mundo do cinema (ele construiu o primeiro estúdio de cinema da Europa) após uma exibição do filme dos irmãos Lumière.
E exatamente neste ponto o filme que já estava divertido se torna tocante e sublime, numa das mais realistas e perfeitas homenagens ao cinema que teve íncio em 1885 e se não fosse por George estaria talvez na mesmice até hoje.
Scorsese trabalha os personagens com maestria ,Ben Kingsley (George) está exepecional, Asa Butterfield (Hugo) que já havia demosntrado talento em o Menino de Pijama Listrado, convence com uma atuação intacta, Isabelle ( Chloë Moretz de Kick-Ass e Deixe-me Entrar) só não se destaca mais, por que Hugo esta sempre ao seu lado em cena, Sacha Baron Cohen (Borat e Bruno), um dos artistas mais talentosos do cinema atual rouba sempre a cena com seu sotaque engraçadissimo.
Some estas camadas mais um ótimo diretor, que é tao talentoso, que logo na sua primeira inserção em dois mundos, se sai muito bem nas duas na fabúla e no 3D, e uma grande homenagem ao universo da sétima arte, como pano de fundo uma historia cativante e comovente, Hugo que teria tudo para ser um filme literário como Oliver Twist é muito mais que isso, é um filme de camadas, e uma melhor que a outra.
Uma última curiosidade o filme se chama apenas Hugo (no exterior) e o livro Hugo Cabret,  aqui no brasil ganhou o nome A Invenção de Hugo Cabret, mas a única coisa que acompanhamos e reinvenção de gênio cineasta.
E se for uma invenção deu certo afinal 11 indicações ao Oscar é para poucos.
@RG_FilmesInc                        @FilmesInc
Avaliação:
Critica: 9,5
FilmesInc.:9,5
Público:9

2 comentários:

  1. A maior homenagem a história do cinema, desde o clássico "cinema paradiso" e dos filmes da Marcia Imperator.

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  2. Filmaço! Eu gostaria muito que ganhasse o Oscar, mas O Artista ta forte. E vale lembrar que são dois filmes que fazem uma belissima homenagem a setima arte. Abraço RG!

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