by Rg. 01/01/12
Confesso que me surpreendi quando vi há dois anos a versão sueca de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, já conhecia a obra pela sua repercussão literária e do sucesso dos filmes na Europa, aqui no Brasil até o momento só o primeiro filme baseado na obra de Stieg Larsson chegou por aqui, por um lado para aqueles que como eu não leram os Best Sellers
É até bom, pois só temos como base o primeiro filme para comparar com esta versão yanke.
Tamanha repercussão da saga despertou o interesse Hollywoodiano, que resolveu adaptar a obra e no seu comando ninguém menos, que David Fincher (Rede Social) que se interessou pelo projeto e comandou o remake.
A pergunta que não quer calar, por que fazer um remake de um filme recente, conhecido e acima de tudo um bom filme, não há motivo aparente, mas sabemos como é Hollywood mesmo sem motivo nada se cria tudo se copia como já se diz o ditado, Fincher assumiu o projeto, até para os que desacreditavam do projeto e o achavam desnecessário, se interessaram.
Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres, sua nova versão não muda em nada em comparação a seu antecessor, a trama é a mesma Mikael Blomkvist (Daniel Graig) além de jornalista investigativo e diretor da revista independente Millennium, que após publicar um dossiê sobre um milionário, suspeito de lavagem de dinheiro e envolvimento com drogas, mas nada foi comprovado, Mikael foi processado e teve que pagar uma indenização milionária, e ainda quase sepultou e faliu a revista, após o escândalo ele é procurado pelo milionário Henrik Vanger, que lhe faz uma proposta milionária para escrever sua “biografia”, mas na verdade investigar o desaparecimento de sua sobrinha Harriet, que desapareceu na pequena Hedeby, (ilha em que mora sua família na Suécia) em 1966, um desaparecimento na pequena ilha é praticamente impossível de acontecer.
O caso intriga Vanger até hoje devido a sua ligação com a sobrinha e por não acreditar
| Trilogia Sueca |
que Harriet sumiu da noite para o dia, ele fez sua própria investigação nos últimos 40 anos, mas acredita que deixou passar algo e por isso contrata Mikael.
Paralelamente somos apresentado á Lisbeth (Rooney Mara) uma free-lance, que presta serviços investigativos a um jornal além de hacker, seu estilo alternativo e sua reclusão da sociedade causam estranheza, mas após verem seus trabalhos tudo muda inclusive o dossiê que ela fez a pedido de seu chefe sobre Mikael, devido a este dossiê ele se surpreende com a quantidade de informações, que a hacker tinha sobre ele e mais ainda ao perceber que ela era uma das poucas que acreditava nas acusações que ele fez, sobre o magnata que acabou no processo judicial contra ele, fato que levou Lisbeth a ser convidada para sua assistente.
O estilo e o jeito recluso de Lisbeth é bem incomum, para termos idéia ela tem 23 anos e ainda vive sobre a tutela do estado, (o governo que controla seu dinheiro) e esta conflito com seu novo tutor, que rende uma das cenas mais impressionantes do filme.
Com a chegada de Lisbeth a ilha a investigação da uma guinada impressionante, Mikael tinha conseguido algumas informações sobre os acontecimentos do dia em que Harriet desapareceu com os seus parentes, todos com grandes propriedades em Hedeby resumindo a família Vanger é dona da cidade toda, mas como a própria família não se entende, era difícil obter informações e todos são suspeitos.
Devido a pouca importância que dão ao caso e também suas peculiaridades, todos bebem, fumam demasiadamente durante tempo todo.
Mas o grande problema de Lisbeth e Mikael, é que quando você meche num vespeiro a procura de algo você encontra algo muito maior, que pode ate não ser o que você procura, e como conseqüência as ameaças começam e cada passo que eles dão o perigo aumenta, para os que conhecem o filme Sueco ou o livro já sabem o desfecho surpreendente do filme.
Mas se você acha que o filme é apenas isso, você esta muito errado, como eu também estive, o filme consegue superar seu original (que, diga-se de passagem, é muito bom) em tudo desde a fantástica abertura, a trilha do Trent Rezor (ganhadores do Oscar 2011 por Rede Social) esta alucinada dita o ritmo do filme que no longa anterior passa despercebido, ele deu mais vida aos personagens adicionou pequenos detalhes que enriquecem a trama, a sua Lisbeth (Rooney Mara) é mais transtornada e perturbada que sua versão sueca, o filme também ambientado em Estocolmo e um grande acerto, mantendo fiel a obra literária, Fincher (diretor) tira o máximo de seu elenco, Daniel Graig esta acima da media, e por incrível que pareça é um pecado ver esta versão e se aventurar a ver seu anterior, pois perto dele ele se tornou um filme mediano devido à superioridade desta versão yanke.
Enfim, Os Homens que Não Amavam as Mulheres, que seu título original é, A Garota da Tatuagem de Dragão, fato é após vê-lo e impossível não amá-lo e devido a sua estréia em terra tupiniquins neste semestre receberemos suas continuações originais, A Garota que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar, e sempre criticamos as copias (remakes) deste vez tiro o chapéu, impossível é não amar as mulheres e este filme.
Avaliação:
Critica: 9,5
Público: 9
FilmesInc.:9,5
Versão Sueca:7,5



Faltou vc citar as claras referencias ao "Marmaduke" e a "Crepusculo" que tanto inspiraram o Fincher nesse filme.
ResponderExcluirBela critica a esse otimo filme.