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terça-feira, 10 de maio de 2016

Mogli

mogli-poster-parte-3By Rg.
Nos últimos 25 anos Hollywood têm em curtos espaços de tempo nos impressionado com os avanços tecnológicos em seus filmes, tudo começou com  James Cameron e seu T100 em O Exterminador do Futuro 2 (1991), depois Spielberg veio com seu Jurassic Park (1993), eles conseguiram um salto tecnológico tão grande, que até hoje é difícil supera-los nos efeitos que eles desenvolveram, tivermos algumas exceções que nos deixam de queixo caído como; Matrix e a Trilogia O Senhor dos Anéis, eis James Cameron (de novo ele) com seu Avatar. Agora depois da captura de movimento facial humana desenvolvida com Smeagol (O Gollum) em O Senhor dos Anéis e aperfeiçoada em Avatar e O Hobbit. Recentemente As Aventuras de Pi nos surpreendeu com um Tigre digital, que parecia tão real, que gerou polêmica com a sociedade protetora dos animas. E ainda este ano O Regresso mostrou um Urso que ninguém conseguiu distinguir se era real ou não. Você deve estar se perguntando por que divaguei sobre os efeitos indústria cinematográfica nos últimos 25 anos? É por que, Mogli O Menino Lobo marca mais um destes avanços nos efeitos visuais, e coube ao diretor Jon Favreau, responsável pelos dois primeiros filmes do Homem de Ferro (que ditou o tom do universo da Marvel nos cinemas), inovar novamente com esta adaptação do livro e da animação clássica de 1967.  O longa usa dos mesmos recucos empregados em As Aventuras de Pi e O Regresso, só que em escala muito maior, se nos exemplos citados, eram apenas um ou dois animais digitais contracenando com os protagonistas, aqui temos uma selva inteira, com inúmeras variações de espécies animais de todos os tipos e tamanhos, além da dificuldade da ser tudo e uma escala muito maior (nunca feito), ele ainda superou os filmes citados, que já pareciam perfeitos, até você ver este longa. Mogli é adaptado do conto de Rudyard Kipling chamado O Livro da Selva (titulo original do filme), nos conta historia do jovem humano criado por Lobos em meio à selva, o conto bebê da mesma fonte de outra famosa historia; Tarzan só que num tom mais infantil. Agora por que trazer Mogli de volta aos cinemas numa versão em "carne e osso", com um orçamento milionário, e correr o risco de não obter êxito, pois como já citei nas críticas de Oz, Alice No Pais das Maravilhas, Malévola e Cinderela este universo dos filmes de fantasia que ganham vida em live action, é uma faca de dois gumes, ou é extremamente lucrativo (como os citados), ou um fracasso total como; Jack e o Caçador de Gigantes e A Garota da Capa Vermelha. De nada ia adiantar os excelentes efeitos de Mogli se a qualidade do filme fosse duvidosa (e qualidade este filme tem de sobra).   A Disney e John Favreau acertam em cheio, à transição é perfeita da animação para o live action (é impressionante), e ainda aproveita para corrigir algumas coisas, afinal são épocas diferentes, e tons e ritmos mudam com o passar dos anos, pois como qualquer desenho (até filme), se você for vê-lo hoje em dia com adulto e com senso crítico, poderá encontrar alguns defeitos de ritmo e até enredo, literalmente Mogli é um remake, que corrigi até os poucos erros de antecessor, seu ritmo é ágil, sua caracterização é perfeita e transposição para as telas também, sem falar no espetáculo visual que é realmente de saltar os olhos, e até o 3D (que tanto crítico), aqui esta brilhantemente bem empregado, é como se estivessem só ali numa floresta com o nosso jovem protagonista.  Outro acerto do filme é seu protagonista Neel Sethi que atua de forma surpreendentemente bem, seu sarcasmo, humor e questionamentos, somados ao seu olhar e expressões, passam tudo que ele sente e argumenta, e o restante do elenco também são pecas fundamentais ao filme, quando falo de elenco estou-me referindo aos dubladores, com nomes de peso, desde; Idis Elba (Shere Khan), Scarlett Johansson (Kaa), Bill Murray (Baloo), Christopher Walker (King Louie), Ben Kingsley (Bageera) e Lupita Nyong'o (Raksha) , todos eles trazem vidas aos seus personagens, mesmo sem ter usado a técnica das animações da Dream Works Animation (Shrek, Kung Fu Panda e Madagascar), onde eles dublam e depois a animação é inserida, para que os personagens tenham as expressões faciais dos dubladores, aqui é tudo bem sutil, pois os animais falam e mexem a boca de forma real nada forçado e artificial, você acredita realmente que se um Tigre estivesse falando teria aquela voz, e tudo é muito real, a opção de mesmo sem ter movimentos de fala humana, suas vozes são fundamentais para a caracterização do personagem e personalidade de cada animal, chega a ser um crime vê-lo dublado (há não ser que, você não tem algum problema de visão e saber ler perfeitamente).   Em fim para aqueles quem não conhecem o desenho, o filme conta a história do jovem criado por Lobos que convive de forma harmoniosa pela selva até quem um dia o tigre Shere Khan o descobre e diz que se os lobos não o entregar a criança para ele, ou ele vai atacar sua alcateia e qualquer outro animal que se opor a ele, temendo represálias com sua família, Mogli decide partir, e ai aventura tem início, quando o jovem se aventura praticamente sozinho, pela primeira vez floresta adentro, onde ele conhece o simpático urson Baloom que vai lhe ajudar nesta empreitada a procura de um novo lar. Portanto se tiver algum preconceito para com este gênero deixe de lado e vá ver esta ótima aventura que além de prezar pela qualidade inova tecnologicamente. @RG_FilmesInc             @FilmesInc        #Facebook     #Insta/rg_filmesinc
 Avaliação:
Filmes Inc.:8,5
Critica:8
Público:9

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