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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Planeta dos Macacos: O Confronto

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By Rg.
Planeta dos Macacos sempre faz parte do universo nerd, Cult e pop do cinema, há mais de 40 anos, adaptado do livro; La planète des singes (1963) do escritor Frances; Pierre Boulle. O filme de 1968 ganhou status de Cult e referencia de ficção cientifica, atravessando décadas, devido ao sucesso, ganhou sequências pífias anuais;  De Volta ao Planeta dos Macacos (1970), Fuga dos Planeta dos Macacos (1971), A Conquista do Planeta dos Macacos (1972) A Batalha do Planeta dos Macacos (1973) uma série de TV (1974), e uma animação (1975), à qualidade decaiu tanto, que sepultou a saga por quase 30 anos. Até que em 2001 Tim Burton resolve reviver a franquia nos cinemas. A prote inicial era quase a mesma; astronauta que cai com sua nave em um planeta hostil, habitado por símios e os humanos são tratados como animais, Tim Burton tentou homenagear o clássico com Charlton Heston, e acabou errando mais, do que acertando. Os acertos são a direção de arte e maquiagem, já os erros são o filme todo, numa tentativa de repetir o feito do longa de 1968, com final perturbador (surtado), ele toma liberdade de mudar o desfecho, nos deixando com cara de paisagem ao fim do longa.  O trauma foi tamanho, que levou dez longínquos anos, para a Fox tentar novamente apresentar para uma nova geração o clássico, o momento e a ideia, não poderiam ser mais acertados, fazer deste novo filme um preludio e não um reboot (afinal nunca foi explicado, por que o tal Planeta dos Macacos (que era a terra) chegou naquele estagio, como os primatas tomaram o poder, e o que houve com a raça humana no decorrer dos anos?). Tudo isso foi apresentando de forma brilhante em Planeta dos Macacos a Origem, que além de acompanharmos o como os símios se tornaram inteligentes e se rebelaram, mostra como os humanos foram quase que extintos. 

Agora em Planeta dos Macacos: O Confronto, nos mostra o que ocorreu após os eventos do longa anterior, dando um salto de dez anos, após o vírus símio, criado para combater o Alzheimer, testado em chipanzés, que deu habilidades e inteligência a eles, teve um efeito colateral mortal aos humanos, se espalhou dizimando quase toda população mundial (apenas um a cada 500 sobrevivia a epidemia símia).  Agora os primatas vivem na floresta ao redor de São Francisco, para onde fugiram no final do longa anterior (que culminou numa batalha épica na ponte de São Francisco), criaram um habitat perfeito, onde vivem em harmonia seus semelhantes, criam seus filhos, caçam, e não se importam com o mundo ao redor, os poucos humanos que restam, mal são vistos e não os incomodam. Do outro lado da ponte em São Francisco, os humanos resistem a este futuro pós-apocalíptico como podem, seus recursos são escassos, sua ultima esperança de ter contato com o resto do mundo, à procura de outros sobreviventes, é via radio que neste momento é zero, devido à falta de eletricidade, então eles decidem ir a até uma velha hidroelétrica, para reativá-la e terem novamente uma esperança de sobrevivência, tal geradora é dentro do território símio, algo que eles não sabem. Eis que temos o primeiro conflito do filme, César (líder primata e protagonista da franquia) até se mostra disposto a ajuda-los, se eles partirem assim que consertarem seus geradores, já seu braço direito Koba, quer uma guerra, pois vê os humanos como ameaça devido às experiências que fizeram com ele no passado (mostrado no primeiro filme), no lado humano Malcolm (Jason Clarke) também busca a paz, e uma convivência pacifica, com cada um em seu território, buscando sempre dialogar e não um embate, Dreyfus (Gary Oldman) seu líder, já não confia nos primatas, e acha que uma guerra é eminente.
 A tensão só aumenta à medida que os pró-guerra (Dreyfus e Koba), começam a tomar iniciativa pelas costas do lado pacifico. Pontos para o diretor Matt Reeves que ganhou o cargo com a saída de Rupert Wyatt que dirigiu O Planeta dos Macacos: A Origem, Reeves nos mostra os dois lados por igual, não privilegiando nenhum deles, para que sejamos neutros e optarmos por algum lado por vontade própria, sem uma campanha favorável, mostra o lado bom de ambos e o lado ruim também. O longa é ousado em mostrar praticamente 50% dele a visão dos primatas, atuando sem humanos, se comunicando entre si por sinais, com exceção de César, os outros macacos falam muito pouco, e usam os sinais para se expressar, resumindo o filme é boa parte legendado, independente da versão que você vai ver no cinema.
O mais interessante desta nova versão, é que ela pode ser também ser um reboot (além de preludio), mas assim como Star Trek (2009), ele não descarta por definitivo o filme de 1968, pois como se passa muitos anos antes, no início de tudo, ele pode em seu cânone encontrar com o enredo original, ou até devido à boa qualidade deste novo começo, ninguém vai se importar, se ele seguir outro rumo, uma das dicas é que respeite algumas ideias do original futuramente, exemplo disto é o arco dos astronautas, para quem não sabe (ou não reparou) existem dois astronautas perdidos a bordo da nave Ícaro, desde o filme anterior, e sua chegada a terra pode ser daqui muitos anos, ai ja sabemos o que ocorre. O mais importante de tudo, é qualidade deste novo filme, que consegue ser tão bom ,ou melhor, que o excelente filme de 2011. A tecnologia de captura chega à seu clímax depois de Smegal em O Hobbit, achei que não veria nada tão bom. Aqui chega a ser melhor, são primatas que beiram o real,  liderador por Andy Serkis, que ja  foi; Smeagol, Kong e Cesar) é um perito no gênero. O confronto do titulo faz jus ao filme, que beira a perfeição, e me desculpem fãs do clássico antigo, depois deste reinicio, a saga atual que é referencia para mim. @RG_FilmeInc                                   @FilmesInc                                  Facebook
 Avaliação:
FilmesInc.:9,5
Critica:8,5
Publico:9

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