By Rg.
Não é de hoje que o universo cinematográfico tem certa obsessão, por monstros e criaturas (em todas as suas proporções), o universo da sétima arte já adaptou diversas historias que vão desde mitos ou lendas como; Pé Grande (Sasquatch), Abominável Homem das Neves (Yeti), o Monstro do Lago Ness, e também os mais populares como Lobisomem.
O cinema também admira as criaturas colossais de proporções épicas e gigantescas, que fazem parte da nossa infância (e de todos que apreciam cinema e gênero há décadas).
Já na década de 30, King Kong se tornou um marco do cinema, e alguns anos depois (1954) os Japoneses nos brindaram com um dos monstros mais conhecidos de todos os tempos (ao lado de Kong), o temido e gigantesco Godzilla, que destruiu (ou salvou) a cidade de Tóquio inúmeras vezes, os anos foram passando e Godzilla o rei dos monstros (ou Kaijus como são conhecidos por la), ser tornou um ícone da cultura pop e atravessou gerações criando um gênero que reinou até os anos 90 no Japão e no resto do mundo; o Tokusatsu, que para quem não sabe, é tudo que absorvemos do ocidente em nossa na infância, exemplos; Jaspion, Changeman e sua versão Yanke, Power Rangers. Gênero que teve uma excelente homenagem recentemente, com o fantástico; Circulo de Fogo de Guilhermo Del Toro.
Depois de tudo isso fica a pergunta por que o percursor de tudo e divisor de águas Godzilla, não teve uma versão decente para os cinemas, as versões japonesas são até decentes, mas são dos anos 50/60/70 com baixo orçamento, há alguns anos (1998) Hollywood tentou trazer o lagartão as telas, num filme sem fidelidade e com um monstro articulado e ágil (que parecia mais um Tiranossauro tunado), descaracterizado, resultado; não deu muito certo.
A missão foi da Legendary e da japonesa Toho, apresentar Godzilla para uma nova geração (que só ouviu falar dele), e agradar seus fãs que veneram seus filmes clássicos.
A direção desta árdua missão ficou com desconhecido Gareth Edwards do pouco visto Monstros (2010), o primeiro diferencial desde novo longa é a busca por fidelidade e respeito ao original, repleto de homenagens a sua origem cinematográfica, que vão desde o visual da criatura, e boa parte de seu inicio que se passa em Tóquio (sua terra natal).
Gojira (como ele é chamado no Japão) é uma criatura desproporcional ao nosso mundo, que só pelo fato de se mover, já causa grande impacto e destruição por onde passa, fica difícil saber se toda a catástrofe que o acompanha é intencional (é como andar em um jardim e evitar pisar em formigas).
Outra inovação é em sua trama além de ser um verdadeiro filme catástrofe (ou Tokusatsu), ele mescla drama com ação, é como ver um drama sobre uma catástrofe, mostrando o lado humano, exemplo o tenso O Impossível, só que invés de o vilão ser um fenômeno da natureza (Tsunami), temos um monstro colossal, seu arco dramático é bem inserido e funciona muito bem no longa, não nos deixando com aquele tédio até o nosso monstro entrar em cena.
Em meio ao caos, a boa direção de Edwards nos ajuda a se envolver com o protagonista Ford (Aaron Taylor Johnson) e seu drama, atravessando de um continente ao outro em meio a escombros, a procura de sua família.
O desenvolvimento do nosso monstro é muito bom, inclusive sua origem, que é contada de forma bem inteligente e coesa, ligando sua origem com acontecimentos reais, os famosos testes nucleares realizados no ocidente entre as décadas de 50/60.
Também a diversas surpresas no filme, algumas são homenagens diretas a suas aventuras nipônicas, que mostram que Godzilla pode não ser a única ameaça.
Homenagens e acertos que também podem prejudicar o longa financeiramente, se Circulo de Fogo se apegou somente a diversão, acabou não indo bem nas bilheterias, Godzilla pode sofrer ainda mais por ter um arco dramático, que pode até ser considerado longo, ao esconder seu protagonista durante boa parte de seu início, fórmula que deu muito certo em alguns clássicos como; Tubarão, Guerra dos Mundos e até em Cloverfield.
Arco dramático que se torna fundamental no filme, mostrando o ponto de vista de pessoas correndo em meio a uma batalha de gigantes, além da agonia de fugir de uma catástrofe não bastasse, ela literalmente o persegue, como no momento onde ondas eletromagnéticas são emitidas cortando a comunicação e a energia, fazendo com que aviões caiam do céu, como se fossem arremessados por crianças (ou simplesmente desligados no ar), trazendo uma preocupação a mais, além de se preocupar com o ataque eminente de um criatura gigantesca, tudo ao seu redor esta caindo.
É difícil saber que rumo Godzilla (Gojira) ira tomar na aceitação do público (que pode não entender a fidelidade e homenagens feitas neste novo filme).
O filme não é perfeito, e tem seus deslizes, como alguns personagens do ótimo elenco, que são mal desenvolvidos (ou aproveitados), e outros perdem sua importância no decorrer do longa e nada que seu clímax final não compense.
O lado dramático poderia ser mais curto, dando um dinamismo maior ao filme, mas o que mais incomodou mesmo são as incríveis coincidências, que poderiam ser menos obvias, todas envolvendo a família do protagonista. Joe Brody (Bryan Cranston) trabalha numa usina nuclear, que após um acidente passar à ser o único a desconfiar que o suporto vazamento, não foi uma falha humana e sim foi causado por muito maior, seu filho Ford (Aron Taylor) quinze anos depois agora é um militar, que mora em Chicago com sua esposa e filho, parte para Tóquio para liberar seu pai da prisão, que ainda investiga e suposto acidente nuclear (que causou a morte de sua esposa), este reencontro culmina na primeira aparição da criatura no filme, após este acontecimento à criatura migra para onde exatamente? São Francisco, onde esta sua família e quem passa a ser útil para a trama, por ser um militar perito em bombas. É muita coincidência para um mundo só.
Mas o filme é decente e têm ótimas sequências de ação e confrontos, e uma destruição nunca antes vista no cinema, para deixar, Rolland Emerich (2012 e Indepedence Day) especialista do gênero e responsável pela versão americanizada de Godizilla em 98, morrendo de inveja.
Tudo faz referencia aos antigos, uma fotografia cinzenta turva, muito pó, parece que é só o monstro surgir o dia fecha (ou ele fecha o dia cobrindo os céus com nuvens de pó e destruição), algo que também pode prejudicar o filme, é o fato dele ser escuro em exagero em algumas cenas, em seu inicio tem uma certa logica para esconder o Monstro, mas depois que ele aparece não era preciso tal exagero (muito desta escuridão de deve ao 3D, fraco é desnecessário por sinal que só prejudica o filme o deixando mais escuro). Gojira tem muito mais acertos do que erros e nos faz sentir crianças de novo agora nos cinemas.
Mas o filme é decente e têm ótimas sequências de ação e confrontos, e uma destruição nunca antes vista no cinema, para deixar, Rolland Emerich (2012 e Indepedence Day) especialista do gênero e responsável pela versão americanizada de Godizilla em 98, morrendo de inveja.
Tudo faz referencia aos antigos, uma fotografia cinzenta turva, muito pó, parece que é só o monstro surgir o dia fecha (ou ele fecha o dia cobrindo os céus com nuvens de pó e destruição), algo que também pode prejudicar o filme, é o fato dele ser escuro em exagero em algumas cenas, em seu inicio tem uma certa logica para esconder o Monstro, mas depois que ele aparece não era preciso tal exagero (muito desta escuridão de deve ao 3D, fraco é desnecessário por sinal que só prejudica o filme o deixando mais escuro). Gojira tem muito mais acertos do que erros e nos faz sentir crianças de novo agora nos cinemas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário