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Rg.
Frozen Uma Aventura Congelante é um filme 2013/80/90, pelo fato de ser um filme da Disney voltando a ser Disney, vou explicar melhor, o estúdio do camundongo já não tinha mais o mesmo brilho em meados dos anos 90, sua exceção foi O Rei Leão em 94 (ultimo sucesso de público e critica do estúdio do Mickey), que no ano seguinte ia revolucionar a animação com Toy Story.
Á
falta de sucessos, somado com o novo formato de animação em parceria com a
Pixar, sepultaram o velho padrão Disney de fazer desenhos, que se perdeu
junto com o velho 2D nos anos 90, aquela fórmula que crescemos se emocionando,
com canções histórias envolvendo reinos, princesas, príncipes e bruxas, um
verdadeiro contos de fadas, tudo era na medida certa, humor, emoção e canções.
Confesso que não sentia falta dos atrativos acima, e que me tornei fã do que a
Pixar/Disney faz hoje em dia e mais ainda de seu rival Dream Works, mas ao ver
Frozen é impossível não se emocionar, senti uma certa estranheza com as
primeiras canções (desacostumei), mas logo passou e as outras belas canções (no
contexto do longa), já deixavam até saudade em seu fim.
A Disney estava literalmente voltando, todos os elementos que consagraram o
estúdio, estavam extremamente bem retratados, os desavisados só não o
confundiriam com um longa dos anos 80 pelo fato dele usar a técnica 3D
(conceito usado nas novas animações), e não a já quase extinta no fim dos anos
90 o antigo formato conhecido por 2D (técnica convencional), à magia estava de
volta, com direito há; reinos, princesas, príncipes e personagens coadjuvantes
que roubam a cena de forma sutil, sempre quando necessário nada forçado como
acontece nos filmes recentes do gênero (Meu Malvado Favorito 2, que o
diga).
Frozen
nos conta a história das princesas irmãs; Elsa e Anna, que vivem num palácio
com seus pais no reino de Arendelle, a pouca diferença de idade ajuda na
amizade das irmãs, que se divertem ainda mais com os poderes da mais velha
(Elsa), que tem um poder da Criocinese (produzir gelo e neve). E numa destas brincadeiras acerta
sua irmã, obrigando sua família a recorrer à magia (Trolls da floresta) para
curá-la, tal cura que vem seguida de uma amnésia, onde Anna não vai se lembrar de tudo que envolvia
o poder da irmã.
O
fardo de Elsa obriga seus pais há afastá-las, e a família real viverem numa reclusão, até que
a primogênita consiga controlar seus
poderes (que cada vez estão mais fortes). Após um incidente na coroação de
Elsa, Anna tem partir a procura da sua irmã pela floresta, numa aventura para
descongelar o reino (já que após o incidente uma grande nevasca congelou
toda Arendelle), e trazer o verão
de volta.
O
destino coloca no caminho de Anna, o atrapalhado Kristoff e seu alce, Sven (hilário),
para trazer Elsa de volta, o longa ainda nos apresenta Olaf, um boneco de neve,
carismático e engraçado, que tem vontade de conhecer o verão. Para dificultar
mais a missão do grupo, além de inverno e os perigos da floresta, Elsa criou um
palácio de gelo, e não pretende voltar, pois finalmente ela se sente livre, e
não precisa se esconder em um quarto do seu palácio. O longa tem tudo que nos
cativava antigamente, inclusive a inocência, onde um mero beijo no rosto serve
para deixar um protagonista corado e tímido, a aventura é um ponto alto do
filme conciliado com o humor e carisma dos coadjuvantes.
Baseado
levemente num clássico da literatura infantil, o conto A Rainha da Neve, do
dinamarquês Hans Christian Andersen, o mesmo de A Pequena Sereia, o filme
pode até ter suas falhas, mas nada que tire o seu brilho, nos fazendo deixar
passar despercebido durante a sessão, e só nos perguntamos depois, como os
poderes de Elsa surgiram e são encarados com tanta naturalidade pela família,
ou por que os trolls da floresta que aparecem sem justificativa alguma, soando
meio estranho para uma história que com exceção dos poderes dela não tinha
nenhum outro elemento místico e mágico.
As princesas
estão de volta e mesmo para os homens o filme é divertidíssimo, e todos os
personagens são carismáticos, a julgar pela caracterização, principalmente
pelos olhos grandes, que sempre nos passam a sensação, de carisma (vide; O Gato
de botas), os vilões também merecem destaque no melhor estilo leão em pele
cordeiro, conseguimos odiar o personagem assim que percebemos que ele é um
malfeitor e revela seu plano maquiavélico. Em fim todos os ingredientes
Disney estão lá, tornando Frozen uma grata surpresa.
Nada contra
a Pixar, mas seus filmes (em sua maioria excelentes) têm outras
características, e só percebi que o estilo de animação antigo fez certa falta
durante estes anos, e graças à qualidade e magia de Frozen.
E como já
que deu muito certo, esperamos que os três estilos de animação possam viver em
harmonia nos cinemas, como num conto de fadas; Pixar, com suas aventuras para
todas as idades, a Dream Works (Animation) com seu humor mais adulto,
sarcástico tornado seus longas praticamente em comédias, e a Disney que nos
brindou com o divertidíssimo Detona Ralph há um ano atrás, e agora retoma a
nostalgia de nossas infâncias, onde cantávamos e se emocionávamos em seus
filmes.
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Avaliação:
Critica:9,5
Publico:9,5
FilmesInc.:9,5
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