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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Frozen



By Rg.
Frozen Uma Aventura Congelante é um filme 2013/80/90, pelo fato de ser um filme da Disney voltando a ser Disney, vou explicar melhor, o estúdio do camundongo já não tinha mais o mesmo brilho em meados dos anos 90, sua exceção foi O Rei Leão em 94 (ultimo sucesso de público e critica do estúdio do Mickey), que no ano seguinte ia revolucionar a animação com Toy Story.

Á falta de sucessos, somado com o novo formato de animação em parceria com a Pixar, sepultaram o velho padrão Disney de fazer desenhos, que se perdeu junto com o velho 2D nos anos 90, aquela fórmula que crescemos se emocionando, com canções histórias envolvendo reinos, princesas, príncipes e bruxas, um verdadeiro contos de fadas, tudo era na medida certa, humor, emoção e canções. Confesso que não sentia falta dos atrativos acima, e que me tornei fã do que a Pixar/Disney faz hoje em dia e mais ainda de seu rival Dream Works, mas ao ver Frozen é impossível não se emocionar, senti uma certa estranheza com as primeiras canções (desacostumei), mas logo passou e as outras belas canções (no contexto do longa), já deixavam até saudade em seu fim. 

A Disney estava literalmente voltando, todos os elementos que consagraram o estúdio, estavam extremamente bem retratados, os desavisados só não o confundiriam com um longa dos anos 80 pelo fato dele usar a técnica 3D (conceito usado nas novas animações), e não a já quase extinta no fim dos anos 90 o antigo formato conhecido por 2D (técnica convencional), à magia estava de volta, com direito há; reinos, princesas, príncipes e personagens coadjuvantes que roubam a cena de forma sutil, sempre quando necessário nada forçado como acontece nos filmes recentes do gênero (Meu Malvado Favorito 2, que o diga). 

Frozen nos conta a história das princesas irmãs; Elsa e Anna, que vivem num palácio com seus pais no reino de Arendelle, a pouca diferença de idade ajuda na amizade das irmãs, que se divertem ainda mais com os poderes da mais velha (Elsa), que tem um poder da Criocinese (produzir gelo e neve). E numa destas brincadeiras acerta sua irmã, obrigando sua família a recorrer à magia (Trolls da floresta) para curá-la, tal cura que vem seguida de uma amnésia, onde Anna não vai se lembrar de tudo que envolvia o poder da irmã. 

O fardo de Elsa obriga seus pais há afastá-las, e a família real viverem numa reclusão, até que a primogênita consiga controlar seus poderes (que cada vez estão mais fortes). Após um incidente na coroação de Elsa, Anna tem partir a procura da sua irmã pela floresta, numa aventura para descongelar o reino (já que após o incidente uma grande nevasca congelou toda Arendelle), e trazer o verão de volta.

O destino coloca no caminho de Anna, o atrapalhado Kristoff e seu alce, Sven (hilário), para trazer Elsa de volta, o longa ainda nos apresenta Olaf, um boneco de neve, carismático e engraçado, que tem vontade de conhecer o verão. Para dificultar mais a missão do grupo, além de inverno e os perigos da floresta, Elsa criou um palácio de gelo, e não pretende voltar, pois finalmente ela se sente livre, e não precisa se esconder em um quarto do seu palácio. O longa tem tudo que nos cativava antigamente, inclusive a inocência, onde um mero beijo no rosto serve para deixar um protagonista corado e tímido, a aventura é um ponto alto do filme conciliado com o humor e carisma dos coadjuvantes.

Baseado levemente num clássico da literatura infantil, o conto A Rainha da Neve, do dinamarquês Hans Christian Andersen, o mesmo de A Pequena Sereia, o filme pode até ter suas falhas, mas nada que tire o seu brilho, nos fazendo deixar passar despercebido durante a sessão, e só nos perguntamos depois, como os poderes de Elsa surgiram e são encarados com tanta naturalidade pela família, ou por que os trolls da floresta que aparecem sem justificativa alguma, soando meio estranho para uma história que com exceção dos poderes dela não tinha nenhum outro elemento místico e mágico.

As princesas estão de volta e mesmo para os homens o filme é divertidíssimo, e todos os personagens são carismáticos, a julgar pela caracterização, principalmente pelos olhos grandes, que sempre nos passam a sensação, de carisma (vide; O Gato de botas), os vilões também merecem destaque no melhor estilo leão em pele cordeiro, conseguimos odiar o personagem assim que percebemos que ele é um malfeitor e revela seu plano maquiavélico. Em fim todos os ingredientes Disney estão lá, tornando Frozen uma grata surpresa. 

Nada contra a Pixar, mas seus filmes (em sua maioria excelentes) têm outras características, e só percebi que o estilo de animação antigo fez certa falta durante estes anos, e graças à qualidade e magia de Frozen. 
E como já que deu muito certo, esperamos que os três estilos de animação possam viver em harmonia nos cinemas, como num conto de fadas; Pixar, com suas aventuras para todas as idades, a Dream Works (Animation) com seu humor mais adulto, sarcástico tornado seus longas praticamente em comédias, e a Disney que nos brindou com o divertidíssimo Detona Ralph há um ano atrás, e agora retoma a nostalgia de nossas infâncias, onde cantávamos e se emocionávamos em seus filmes.


@RG_FilmesInc                                 @FilmesInc                          Facebook

Avaliação:
Critica:9,5
Publico:9,5
FilmesInc.:9,5

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