

By Rg.
Duro de Matar é uma das franquias
mais divertidas do cinema e também uma das mais importantes, principalmente
pelo fato de ser um divisor de águas de um gênero e pelo fato de ter
atravessado gerações.
Por que é um divisor de águas? Pelo fato de dar
uma nova guinada no cinema de ação nos anos 80, os filmes
de ação da década de 80 eram estrelados por brutamontes ou brucutus,
como; Stallone, Schwarzenegger e Van Damme ou seu segundo escalão por peritos em
artes marciais como; Steven Seagal, Wesley Snipes e Chuck Norris.
Eis que 1988; Duro de Matar chega aos cinemas, estrelado pelo semi desconhecido e franzino
Bruce Willis, que em seu currículo tinha uma série de TV; A Gata e o Rato um
seriado cômico, após vários astros da ação serem cogitados como Stallone
e Schwarzenegger e outros com mais currículos, curiosamente Willis ficou com o
papel de John Mclane, saindo totalmente do estereótipo do gênero, sendo talvez
esta a formula de sucesso do filme, Willis faz o policial comum na hora certa
no lugar errado, ele esta de férias com sua esposa numa festa da empresa dela
no edifício Nakatomi Plaza (Los Angeles), e ao tirar os sapatos para relaxar o edifício e
tomado por terroristas internacionais (clichê da época), e John se torna a
única esperança de todos ao se esconder e ir dizimando o grupo de terrorista do
jeito que da, nada de técnica marcial ou músculos e apenas sobrevivência.
Era o exercito de um homem só (praxe no gênero), mas este homem era alguém real,
um cara que se machuca e reclama de estar ali o tempo todo, sem falar em seu sarcasmo ("Yppee Ky-Yay Mother Fucker"), ele não é um marina ou ex-combatente, como os citados acima, que enfrentavam o perigo de
peito aberto e quando o problema não ia até eles, eles o procuravam, por isso
Duro de Matar é um divisor de águas.
Em 1990; Duro de Matar 2 chegava aos
cinemas, desta vez o policial John Mclane esta novamente na noite de natal,
esperando por sua esposa no aeroporto em Washington, quando um grupo de terroristas toma
o lugar, com o intuito de resgatar seu líder que esta sendo
escoltado para aquele local, novamente Mclane esta no lugar errado e na hora
errada, outro fator que transforma Duro de Matar num divisor de águas é
exatamente este fórmula do mocinho encurralado em um lugar fechado contra
terroristas, receita que foi repetida não somente por este segundo filme
(prédio/aeroporto), como por milhares de genéricos; A força em Alerta 1 e 2, Morte Súbita e Velocidade Máxima 1 e 2, todos passaram beber de sua fonte até que ela secou. Duro de Matar 2 é um filme de ação muito bom, mas ficou com
aquele gostinho de Déjà vu.
Duro de Matar 3 estréia em 1995 chega com a
árdua tarefa de inovar na franquia que já foi inovadora, desta vez John Mclane
não esta preso em lugar algum, mas os problemas o perseguem, ele é convocado á pedido do próprio terrorista para uma espécie de jogo, para
impedir que ele cause mais danos a cidade de N.Y. Mas para se
reinventar os roteiristas da franquia foram buscar ingredientes de outra
franquia bem sucedida e inovadora na época no gênero policial, Maquina Mortífera
inovadora por trazer a química entre dois policiais, opostos tendo que conviver
juntos, criando um elo de amizade, com uma pitada de humor, Duro de Matar:
A Vingança usa deste artificio ao juntar Willis e Samuel Jackson, numa
corrida por Nova York, tentando impedir o terrorista de explodir locais
públicos. O filme funciona até que bem e tem ótimas sequências de ação, mesmo inovando (ou
não), descaracteriza um pouco nosso herói, desta vez ele foi escalado para, solucionar
os problemas não é por um simples acaso, e sim por vingança, vale destacar que a
química entre Willis e Jackson é ótima.
Duro de Matar 4.0, chega após um
hiato de 12 anos, muita coisa mudou, os dinossauros da ação dos anos 80/90 foram
praticamente instintos, Wills era praticamente uma exceção, não estava no limbo
devido a ser mais versátil fazer filmes de diversos gêneros (vide O Sexto Sentido), ao contrário de
seus amigos, que com exceção de Stallone, que dava sinais de vida com
a volta de Rocky em 2006, e novamente respiraria em 2007, que voltaria com Rambo 4, todos os outros estavam
extintos, por que voltar nos anos 2000 com uma franquia da década de
80/90, após mais de uma década, onde o mundo agora é outro e tecnologia também,
por que trazer um herói analógico para uma era digital? Duro de Matar 4.0 já
responde à tudo isso no título, ao nos mostrar como seria John Mclane um tira das
antigas careta nos dias de hoje, onde a internet domina o mundo. Logo no inicio
ele recebe a árdua tarefa de buscar e proteger um hacker em
Washington, mas esta simples missão se torna um caos, pois o suposto nerd era o
próximo alvo de cyber terrorista que praticamente parou todo o USA ao
tomar toda a internet e invadir todo o sistema da inteligência do pentágono e Casa Branca,
o filme é diversão de primeira tem um John Mclane em grande forma
atirando Táxis em
helicópteros, destruindo rodovias inteiras, sendo perseguido por caças
militares, tendo que resgatar sua filha e ainda por cima sem entender nada de
tecnologia, uma volta em grande estilo, apresentando um velho herói para uma
nova geração.
Duro de Matar: Um Bom Dia
Para Morrer, chega seis anos depois de seu antecessor com árdua tarefa de
superá-lo ou ao menos equipá-lo, mas também nos surpreender novamente. Pelo o que
nosso herói ainda não passou, ele enfrentou terroristas nos anos 80/90 e nos
anos 2000 cybers terroristas, também enfrentou a falta entrosamento com a
era digital, e agora? Agora John Mclane de ferias "de novo" vai à Rússia, para
descobrir o porquê seu filho se encontra preso no velho continente, mas por que
levar Mclane para Rússia agora, o momento mais propicio seria nos anos 80,
quando a guerra fria ainda assombrava as duas nações, mas num filme em
meados de 2013, os ex-soviéticos não metem medo em ninguém a ser dirigindo após
muita Vodca, o filme tem um inicio frenético com um clímax inicial que dura
cerca de quase 40 minutos no melhor estilo 007, só faltou à abertura após John
e seu filho destruírem toda Moscou, a sequência é muito divertida e frenética,
mas não é propicia, os personagens com exceção de John (que já
conhecemos), mal foram apresentados ou estabelecidos à trama e já estão correndo
e destruindo a terra do Zanguief, após muito tiro
e perseguição descobrimos que a relação entre pai e filho
não e das melhores (vale destacar que não há química alguma
entre eles), e também que seu filho é um agente da Cia e estava preso propositalmente para obter informações, e libertar um famoso cientista
nuclear, que esta para testemunhar e denunciar políticos do alto escalão Russo,
com esta história rasa o filme se mantem graças à Willis e muita ação, mas
com exceção da primeira perseguição, é justamente
na ação que o filme perde muito da sua identidade, o diretor John
Moore (Max Payne), investe nos efeitos digitais ao invés de explodir realmente as coisas,
ele optou pelo fundo verde, que acaba soando falso em muitas cenas e também trouxe para a
franquia, a lentidão, ao usar a cada dez minutos a câmera lenta, são inúmeras
cenas em slow motion, onde as balas saem das armas assim, ou eles correm
em direção a vidraças sob este efeito e saltam de algum lugar, é repetitivo em demasia, descaracterizando a franquia que nunca usou destes
artifícios, o filme bebeu de diversas fontes de sucesso da atualidade, tem cara
de Bourne (por se passar na Europa e tem uma fotografia
a muito parecida), a cenas de tiroteio estão mais para um game estilo; Call Of Duty, do
que para um filme da franquia.
Infelizmente após sua quinta edição ou
John Mclane se reinventa novamente ou aceita sua extinção.
Avaliação:
Duro de Matar 5
Critica:6
Público:8
Filmes Inc.:6,5
Duro de Matar 1: 9,5
Duro de Matar 2: 7
Duro de Matar 3: 7,5
Duro de Matar 4: 9
Nenhum comentário:
Postar um comentário