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quinta-feira, 14 de março de 2013

Duro De Matar 5 + Especial Franquia Duro de Matar


By Rg.

Duro de Matar é uma das franquias mais divertidas do cinema e também uma das mais importantes, principalmente pelo fato de ser um divisor de águas de um gênero e pelo fato de ter atravessado gerações.

Por que é um divisor de águas? Pelo fato de dar uma nova guinada no cinema de ação nos anos 80, os filmes de ação da década de 80 eram estrelados por brutamontes ou brucutus, como; Stallone, Schwarzenegger e Van Damme ou seu segundo escalão por peritos em artes marciais como; Steven Seagal, Wesley Snipes e Chuck Norris.

Eis que 1988; Duro de Matar chega aos cinemas, estrelado pelo semi desconhecido e franzino Bruce Willis, que em seu currículo tinha uma série de TV; A Gata e o Rato um seriado cômico, após vários astros da ação serem cogitados como Stallone e Schwarzenegger e outros com mais currículos, curiosamente Willis ficou com o papel de John Mclane, saindo totalmente do estereótipo do gênero, sendo talvez esta a formula de sucesso do filme, Willis faz o policial comum na hora certa no lugar errado, ele esta de férias com sua esposa numa festa da empresa dela no edifício Nakatomi Plaza (Los Angeles), e ao tirar os sapatos para relaxar o edifício e tomado por terroristas internacionais (clichê da época), e John se torna a única esperança de todos ao se esconder e ir dizimando o grupo de terrorista do jeito que da, nada de técnica marcial ou músculos e apenas sobrevivência. Era o exercito de um homem só (praxe no gênero), mas este homem era alguém real, um cara que se machuca e reclama de estar ali o tempo todo, sem falar em seu sarcasmo ("Yppee Ky-Yay Mother Fucker"), ele não é um marina ou ex-combatente, como os citados acima, que enfrentavam o perigo de peito aberto e quando o problema não ia até eles, eles o procuravam, por isso Duro de Matar é um divisor de águas.
Em 1990; Duro de Matar 2 chegava aos cinemas, desta vez o policial John Mclane esta novamente na noite de natal, esperando por sua esposa no aeroporto em Washington, quando um grupo de terroristas toma o lugar, com o intuito de resgatar seu líder que esta sendo escoltado para aquele local, novamente Mclane esta no lugar errado e na hora errada, outro fator que transforma Duro de Matar num divisor de águas é exatamente este fórmula do mocinho encurralado em um lugar fechado contra terroristas, receita que foi repetida não somente por este segundo filme (prédio/aeroporto), como por milhares de genéricos; A força em Alerta 1 e 2, Morte Súbita e Velocidade Máxima 1 e 2, todos passaram beber de sua fonte até que ela secou. Duro de Matar 2 é um filme de ação muito bom, mas ficou com aquele gostinho de Déjà vu.
Duro de Matar 3 estréia em 1995 chega com a árdua tarefa de inovar na franquia que já foi inovadora, desta vez John Mclane não esta preso em lugar algum, mas os problemas o perseguem, ele é convocado á pedido do próprio terrorista para uma espécie de jogo, para impedir que ele cause mais danos a cidade de N.Y. Mas para se reinventar os roteiristas da franquia foram buscar ingredientes de outra franquia bem sucedida e inovadora na época no gênero policial, Maquina Mortífera inovadora por trazer a química entre dois policiais, opostos tendo que conviver juntos, criando um elo de amizade, com uma pitada de humor, Duro de Matar: A Vingança usa deste artificio ao juntar Willis e Samuel Jackson, numa corrida por Nova York, tentando impedir o terrorista de explodir locais públicos. O filme funciona até que bem e tem ótimas sequências de ação, mesmo inovando (ou não), descaracteriza um pouco nosso herói, desta vez ele foi escalado para, solucionar os problemas não é por um simples acaso, e sim por vingança, vale destacar que a química entre Willis e Jackson é ótima. 
Duro de Matar 4.0, chega após um hiato de 12 anos, muita coisa mudou, os dinossauros da ação dos anos 80/90 foram praticamente instintos, Wills era praticamente uma exceção, não estava no limbo devido a ser mais versátil fazer filmes de diversos gêneros (vide O Sexto Sentido), ao contrário de seus amigos, que com exceção de Stallone, que dava sinais de vida com a volta de Rocky em 2006, e novamente respiraria em 2007, que voltaria com Rambo 4, todos os outros estavam extintos, por que voltar nos anos 2000 com uma franquia da década de 80/90, após mais de uma década, onde o mundo agora é outro e tecnologia também, por que trazer um herói analógico para uma era digital? Duro de Matar 4.0 já responde à tudo isso no título, ao nos mostrar como seria John Mclane um tira das antigas careta nos dias de hoje, onde a internet domina o mundo. Logo no inicio ele recebe a árdua tarefa de buscar e proteger um hacker em Washington, mas esta simples missão se torna um caos, pois o suposto nerd era o próximo alvo de cyber terrorista que praticamente parou todo o USA ao tomar toda a internet e invadir todo o sistema da inteligência do pentágono e Casa Branca, o filme é diversão de primeira tem um John Mclane em grande forma atirando Táxis em helicópteros, destruindo rodovias inteiras, sendo perseguido por caças militares, tendo que resgatar sua filha e ainda por cima sem entender nada de tecnologia, uma volta em grande estilo, apresentando um velho herói para uma nova geração. 
Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer, chega seis anos depois de seu antecessor com árdua tarefa de superá-lo ou ao menos equipá-lo, mas também nos surpreender novamente. Pelo o que nosso herói ainda não passou, ele enfrentou terroristas nos anos 80/90 e nos anos 2000 cybers terroristas, também enfrentou a falta entrosamento com a era digital, e agora? Agora John Mclane de ferias "de novo" vai à Rússia, para descobrir o porquê seu filho se encontra preso no velho continente, mas por que levar Mclane para Rússia agora, o momento mais propicio seria nos anos 80, quando a guerra fria ainda assombrava as duas nações, mas num filme em meados de 2013, os ex-soviéticos não metem medo em ninguém a ser dirigindo após muita Vodca, o filme tem um inicio frenético com um clímax inicial que dura cerca de quase 40 minutos no melhor estilo 007, só faltou à abertura após John e seu filho destruírem toda Moscou, a sequência é muito divertida e frenética, mas não é propicia, os personagens com exceção de John (que já conhecemos), mal foram apresentados ou estabelecidos à trama e já estão correndo e destruindo a terra do Zanguief, após muito tiro e perseguição descobrimos que a relação entre pai e filho não e das melhores (vale destacar que não há química alguma entre eles), e também que seu filho é um agente da Cia e estava preso propositalmente para obter informações, e libertar um famoso cientista nuclear, que esta para testemunhar e denunciar políticos do alto escalão Russo, com esta história rasa o filme se mantem graças à Willis e muita ação, mas com exceção da primeira perseguição, é justamente na ação que o filme perde muito da sua identidade, o diretor John Moore (Max Payne), investe nos efeitos digitais ao invés de explodir realmente as coisas, ele optou pelo fundo verde, que acaba soando falso em muitas cenas e também trouxe para a franquia, a lentidão, ao usar a cada dez minutos a câmera lenta, são inúmeras cenas em slow motion, onde as balas saem das armas assim, ou eles correm em direção a vidraças sob este efeito e saltam de algum lugar, é repetitivo em demasia, descaracterizando a franquia que nunca usou destes artifícios, o filme bebeu de diversas fontes de sucesso da atualidade, tem cara de Bourne (por se passar na Europa e tem uma fotografia a muito parecida), a cenas de tiroteio estão mais para um game estilo; Call Of Duty, do que para um filme da franquia.
Infelizmente após sua quinta edição ou John Mclane se reinventa novamente ou aceita sua extinção.
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Avaliação:

Duro de Matar 5

Critica:6
Público:8
Filmes Inc.:6,5
Duro de Matar 1: 9,5
Duro de Matar 2: 7
Duro de Matar 3: 7,5
Duro de Matar 4: 9

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