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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Django Livre

By Rg. 


Django Livre chega aos cinemas, para comprovar algo que muitos de nos  sabíamos, que o diretor, Quentin Tarantino já havia atingido seu auge muito antes deste seu sétimo filme, mas a grande dúvida era se ele iria se manter no topo. 

Quando Bastardos Inglórios estreou em 2009,  para muitos foi seu apogeu, sua grande obra prima. Mas muito antes de nos mostrar Aldo Reine e seu bando de Judeus bastardos escalpando nazistas, ele nos brindou com; Cães de Aluguel  (92) e Pulp Ficiton (94), era muita perfeição e inovação para quem estava apenas em seus dois primeiros filmes, logo depois ele fez o apenas muito bom Jackie Brown (97) e compensou todos, com o fantástico e violento Kill Bill (2002), portanto sempre que tiver algum filme de Tarantino para estrear, a ultima coisa fazer e questionar se ele vai nos trazer um bom filme, mas sim, o que mais ele vai homenagear no cinema, se ele vai conseguir se equiparar-se, por que a cada filme ele tem que se superar (e superar a si mesmo, quando se é Quentin Tarantino "o Midas" é quase impossível).
Django poderia muito bem ser mais um filme de Western, homenageando o gênero e um personagem que marcaram época juntos nos anos 70. Mas nas mãos do "midas", qualquer referencia há outros filmes ou homenagem se torna algo surreal e ganha novos requintes, foi assim em Kill Bill quando ele homenageou os filmes de artes marciais, com direito a noiva (Uma Thurman), usar praticamente o mesmo uniforme que Bruce Lee usou em O Jogo da Morte, ainda neste filme ele homenageou, os animes japoneses. Em seu filme seguinte Prova de Morte (2007), ele prestou uma homenagem ao lado do amigo Robert Rodrigues (Machete), aos filme B´s e trash, que consolidaram o gênero de horror/terror em décadas passadas, já em seu último filme em 2009, talvez seu auge (comercialmente), pois pela primeira vez ele agradou há todos os públicos e se tornou um sucesso de bilheteria, e de quebra ele nos brindou com uma fantástica homenagem, há um dos maiores fatos históricos, a 2ª Guerra Mundial, com o excelente, Bastardos Inglórios onde ele esbanja homenagens para todos os lados, desde os clássicos do Western, em sua narrativa e trilha, entre outros. Agora ele volta com outro fato histórico o Cowboy Americano, onde paralelamente ele questiona um fardo história americana, ao mostrar a escravidão que tomou conta do Estados Unidos (principalmente do sul), tamanha é a referencia ou homenagem, que o nome do filme e do protagonista, Django (Jaime Foxx de Quero Matar o Meu Chefe), é o nome do Cowboy dos filmes de western/faroeste italianos (o famoso Western Spaghetti), da década de 60/70, mas como de praxe na carreira do diretor, seu Django é negro e também um escravo. Tarantino abusa (com maestria ) de todo seu arsenal, desde truques de câmera e etc, para fundir dois fatos históricos, paralelamente. 
O longa nos conta a história do escravo Django em 1858 (alguns anos antes do presidente Lincoln abolir a escravatura), que encontra em seu caminho o "dentista" Dr. King Shultz (Christoph Waltz o Hans Landa de Bastardos Inglórios), que pretende compra-lo, se ele o ajudar há reconhecer seu ex-senhorio, nos rendendo uma sequencia inicial excelente e hilária ao mesmo tempo, logo ali o filme já tem sua primeira reviravolta, o suposto dentista é um caçador de recompensas e realmente precisa de Django para o reconhecimento, pois seu próximo alvo é justamente o seu ex-proprietário.

Em troca de sua ajuda ele promete ao escravo, sua liberdade, algo que Django como qualquer outro escravo almeja, pois acima de tudo ele busca vingança, pelo que lhe fizeram, com ele e sua esposa, quando tentaram fugir para ficar juntos. Django pretende encontrá-la e vinga-la (não necessariamente nesta ordem), após serem bem sucedidos nesta primeira empreitada, Schultz propõe uma extensão de seu acordo à Django, lhe oferecendo um emprego temporário para o até então ex-escravo, afinal é uma ótima proposta, pois ele recebe uma generosa recompensa para entregar os foragidos da justiça "vivos ou mortos", mas sempre à segunda opção que prevalece, Django acha estranho o ofício de seu novo amigo, mas acha muito boa a ideia de receber para matar brancos, assim ele conseguira dinheiro suficiente para comprar a liberdade de sua esposa. O filme se divide em três arcos praticamente, na primeira parte do filme, mostra Django e Shultz atravessando o solo americano, caçando foragidos e bandos, em busca de recompensas. Em seu segundo arco eles partem em busca de sua amada esposa (Broomhilda), sempre colhendo informações em diversas fazendas por onde passam, não demora até que eles descubram pistas sobre seu paradeiro, pois Broomhilda é uma escrava diferencia, fala alemão quase fluente, desde pequena ela foi criada numa fazenda de alemães, e sua senhoria lhe ensinou o idioma para ter com quem conversar. Neste arco (ou ato), entra outro personagem importante do filme Calvin Candy (Leonardo Dicaprio de  A Origem), que é um dos maiores senhorios (mercadores), da escravidão, com sua imensa fazenda apelidada de Candyland, onde há desde lutas entre escravos valendo dinheiro, há um forno onde eles são jogados por dias para servir de lição caso tentem fugir ou o desobedeçam, em seguida somos apresentados há outro ótimo personagem Stephen, interpretado por Samuel L. Jackson, que rouba a cena logo em seu primeiro dialogo.

A química entre Waltz e Foxx é perfeita, como a de Jackson e Di Caprio, duplas que dividem a tela na maior parte das cenas e também os melhores diálogos. O plano de Schultz e Django, e convencer Candy que eles têm interesse sim em seus escravos lutadores, não em sua amada, para não levantar suspeitas ele pretendem comprar algum lutador, e levá-la consigo na negociação, mas como todo bom roteiro de Quentin Tarantino, esta história ainda vai render uma ótima reviravolta.

Django Livre convence surpreende, e supera as expectativas, de que a cada filme Tarantino tem que se provar e ele ainda tem folego e ideias para isso.
Vale citar que o ótimo elenco sofreu alterações, como do personagem do título que primeiramente seria vivido por Will Smith, e também tivemos outras baixas por conflitos de agenda como, Kevin Costner e Sacha Bohen Cohen e Kurt Russel este deixou a produção sem motivos aparentes.
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Avaluiação:
Critica:9
Público:8,5
Filmes Inc.:9,5


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