Rg. 14/01/12
A guerra pelos olhos de um animal, Cavalo de Guerra marca o ano por vários motivos, mas principalmente por dois, por ser a volta do mestre Steven Spielberg ao gênero guerra que ele visitou em a Lista de Schindler e O Regate do Soldado Ryan, o outro motivo e que o filme abre a temporada de filmes que estreiam de olho no Oscar e este longa já vem com cara de indicado.
Baseado do livro homônimo de 1982, logo no início somos apresentados à melhor fotografia que já vi nos últimos anos, e de quebra a trilha sonora de John Williams (Star Wars, Indiana Jones e ET) está impecável.
O filme começa em 1914 pré primeira guerra mundial na Inglaterra uma família humilde precisa de um cavalo para ara suas terras e Ted (Peter Mullan) chefe da família e pai de Albie vai a um leilão, mas acaba comprando um cavalo que não serve para este tipo de serviço, pois ele possui mais características de cavalo de corrida, mas sem ouvir ninguém ele decide adquirir o alazão por 30 gunéis praticamente o dobro do que ele vale só pelo prazer de ganhar de seu senhorio a disputa pelo belo animal, após sua mulher lhe repreender e quase persuadiu a devolver o cavalo seu filho Albie se compromete a domá-lo e transformá-lo num cavalo para o campo a tempo para a colheita, tarefa quase impossível.
Mas o comprometimento do garoto por Joey (assim que ele e apelidado pelo garoto) que ele não desiste e realizam o feito, o mesmo que tenha sido em vão, devido a uma forte tempestade que destrói a sua colheita seu pai não vê outra alternativa e para não perder a fazenda e decide vender Joey ,e o faz para o exército inglês que esta prestes a entrar no conflito contra Alemanha (primeira guerra mundial) e embarcar para a França onde ele montado pelo capitão Nicholls (Tom Hiddleston o Loki de Thor) que promete a Álbie que cuidara de seu cavalo o tempo todo.
Mas o grande diferencial do filme e a partir dai, pois ele estava sendo apresentado como um filme normal família na linhagem de filmes com animais típicos do gênero, mas, depois meia hora o filme da uma guinada assim que a guerra tem início, e o confronto é mostrado por vários ângulos e principalmente pelos olhos de Joey que passa desde batalhas épicas em campos abertos às trincheiras chegando a estar até do lado Alemão, mas vale destacar que um dos melhores arcos do filme e quando o eqüino (cavalo) logo após estar de posse dos Alemães é encontrado por uma jovem camponesa na França e nos rende um dos melhores momentos do filme que tem um ritmo diferente alterna entre a aventura, as lagrimas, emoção e muito drama numa montanha russa sem ordem ele vai do drama a aventura sem ter uma reduzida em seu ritmo isso a meu ver funciona muito, mas não em todo o filme alguns momentos as quebras de clima ou evolução dele e muito rápida, mas isso é muito pouco para prejudicar um a obra desta qualidade.
Cavalo de Guerra marca no meu entender pela primeira vez na carreira de Spielberg ele flerta com dois gêneros que ele praticamente se tornou especialista em um único longa, a guerra que ele já abordou em A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan com seus filmes família como ET e Jurrassic Park é como se ele fosse mais um amadurecimento em sua carreira, as era como se Munique (seu filme mais pesado) que tem uma violência estilizada, mas não gratuita encontrasse ET, mas aqui por mais que seja um filme de guerra, violência ela é apenas insinuada nunca mostrada friamente com sangue como em Munique ou seus filmes de guerra.
Spielberg usa sua técnica de filmar a guerra com uma fotográfica que consegue nos remeter a clássicos como E O Vento Levou e nos fazer esquecer de que se trata o filme, só para você ter idéia a cena nas trincheiras é obscura e realista, mas alguns minutos antes e após, já nos mostra campos franceses, que a não ser pelo som das explosões nem parece que esta havendo uma guerra.
O elenco esta acima da media todos tem um tempo regular na tela, com exceção de Joey interpretado por vários cavalo no decorrer do longa, mas são atuações dignas de premiações se existissem premiações para animais, seu olhar perdido e suas atitudes são impressionantes, e por incrível que parece é muito raro ver grandes produções sobre a primeira guerra e graças ao mito dos cinema, que já nos mostrou os horrores do holocausto e toda a ação da segunda guerra agora nos mostra a primeira guerra pelos olhos de um animal.
O seu ato final tem um desfecho emocionante mesmo não sendo ousado, mas funciona com louvor por que às vezes queremos ver o clichê desde que ele funcione e seja bem feito e isso Spielberg sabe fazer nos emocionar com coisas simples, pois este mundo de fantasias que estamos acostumados e ver e se emocionar foi praticamente inventado por ele há 20 anos, portanto ele prestando uma homenagem a si próprio.
Cavalo de Guerra abre a temporada do Oscar e larga na frente páreo desculpe o trocadilho, mas se o alazão não perder o ritmo pode ser uma barbada.


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