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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Noé


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By Rg. 
Noé poderia muito bem ser mais um filme bíblico, ou religioso, e passar despercebido por muitos que não são adeptos do Cristianismo, e até preconceituosos com este tema, mas este longa é muito diferente, principalmente por se tratar de uma superprodução (custando $125 milhões de dólares), pela primeira vez um filme deste "gênero" chega com status de blockbuster, por que este longa metragem, sobre um conto bíblico, chega com este status? Primeiramente por ter o diretor indicado ao Oscar, o consagradíssimo Darren Aronofsky de Cisne Negro, O Lutador, Réquiem Para um Sonho e Fonte da Vida (já e um grande atrativo mais que suficiente), some este currículo há um grande elenco formado por; Russel Crowe (Noe), Antony Hopkins (Matusalém), Jennifer Connelly (Naameh), Emma Watson (Ila), Logan Lerman (Ham) e Ray Winstone (Tubal-caim), qualquer filme com este elenco merece ser visto, independente de qualquer crença, ele aguçou a curiosidade de todos com seu trailer empolgante, recheado de efeitos especiais de primeira e muita aventura.

O filme Noé estava prestes a se tornar o primeiro filme religioso blockbuster (antes mesmo de sua estreia)? seria arriscado gastar tanto num filme para um público restrito (Cristãos)? errado como já mencionei, com tantos atrativos, ele aguçou a curiosidade de todos, aparentemente sendo um filme para ambos os públicos, (religiosos e não religiosos), o mais descrentes poderiam ver o filme com outros olhos, como uma aventura, mitologia ou como preferir. 
O longa metragem adapta a história narrada em Gênesis (de 5:25 a 10:1 – pouco mais de cem versículos) sobre a história de Noé um devoto pai de famíliadescendente de Set,que recebeu a missão do criador, de construir uma arca que vai abrigar um casal de cada espécie de animal que habita a terra, para recomeçar o mundo após o grande diluvio  (tal evento que dizimaria toda a humanidade), que vivia em pecado, e o homem estava destruindo e o mundo, e se autodestruindo, algo que enfureceu o criador que desde o jardim do éden vê o homem desconstruir sua obra. O diretor Darren Aronofsky tomou a liberdade e introduziu muitas coisas no conto (citada na bíblia, mas de forma curta), transformando a passagem num filme de duas horas, tais liberdades que ele tomou vão enfurecer muitos religiosos fervorosos.  O grande problema do filme não são as introduções e sim o filme em si  como um todo, seu ritmo é lento, longe de ser um épico do gênero ou um longa de aventura etc, o ótimo elenco com exceção de Russel Crowe que vive o personagem do título, alterna entre a perfeição e a canastrice, Emma Watson, esta insossa e desinteressante, Jenniffer Connely pouco faz, Logan Lerman faz o seu personagem mais insuportável de sua carreira, nos fazendo ter saudade de seu Percy Jackson e D' Artagnan (do fraco os Trés Mosqueteiros).
Aronofsky comete aqui seu pior longa, e falha justamente onde ele não poderia, afinal já que vai envolver a religião, faça um ótimo filme, dai independente da crença vai agradar à todos, Mel Gibson fez isso muito bem (com muito menos status e dinheiro), com o excelente A Paixão de Cristo.
Uma pena, pois a julgarmos pelo diretor, elenco, e até o tema Noé tinha tudo para ser um ótimo épico, mas decepcionou, no momento errado, pois agora mais que nunca a religião precisava reconquistar fieis e um ótimo filme ajudaria muito nisso, pois mesmo o cristianismo sendo a maior religião do mundo, fazer um épico nestes moldes milionários hoje em dia, numa era digital onde o ateísmo esta crescendo, e muito se deve a internet, pois a faixa etária que esta abrindo mão de religião é a mesma que esta mais conectada. E diversos países na Europa (Noruega, Suécia), estão abrindo mão de religião, escândalos envolvendo a igreja católica e pastores evangélicos, surgem a todo momento, seria o momento ideal de lançar o filme? Só o tempo às cifras vão dizer. 

@RG_FilmesInc                                         @FilmesInc                                          facebook
Avaliação:
Filmes Inc.:5
Critica:7 
Público:6,5

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