by Rg.
Fúria de Titãs 2, tem a missão mais fácil deste ano em sequência, o filme só precisa superar em qualidade, roteiro e efeitos ninguém menos que seu antecessor o primeiro Fúria de Titãs de 2010, quer tarefa mais fácil que esta?Afinal superar Fúria de Titãs de 2010, é fácil, afinal aquele filme não foi feito, foi cometido (além de ter o pior 3D já feito, foi o primeiro a ter a conversão, invés de ser rodado com a técnica) apesar do que dizem as más línguas, ele conferido em casa, não é tão desastroso, eu não quis arriscar e vê-lo novamente, o filme foi um remake do clássico de 1981, mesmo com todas estas criticas fez uma boa grana nos cinemas (boa parte devido aos ingressos 3D) e ganhou sinal verde para sua sequência, num ano onde outros filmes mais divertidos (Encontro Explosivo, Esquadrão Classe A e Prince of Pérsia), não faturaram tanto quanto ele e não tiveram aval para uma sequência, não que estes filmes citados são um primor, mas são mais divertidos, melhores e mais promissores que Titãs fácil, mas não faturaram devido a não ter o apelo do 3D muito necessário naquele ano pós Avatar, pois tudo que estreava em 2010, o público queria ver em 3D, somente isso explica o sucesso do filme nos cinemas e o insucesso dos outros.
Fúria de Titãs 2, chega dois anos depois, com essa missão tranquila, para isso no lugar de Louis Leterrier (de O Incrivél Hulk) entra, Jonathan Liebesman (Invasão do Mundo Batalha de los Angeles), que logo pelas primeiras notícias sobre a sequência, tanto ele quanto a Warner (produtora), deixavam bem claro que o filme seria menos clean (limpo) e mais sujo que seu primeiro, só para termos idéia parte do elenco e a própria Warner, chegaram a se desculpar e admitir que o outro filme era ruim, ao justificar que este seria superior em tudo.
Realmente eles cumpriram esta fácil promessa, logo no início já da para ver que Fúria de Titãs 2 é mais sujo e sombrio que o anterior, pois temos um Perseu (Sam Worthington) mais velho, angustiado, agora pai devoto após 10 anos que enfrentou a Medusa, Kraken e Cia, decide levar sua vida como mortal, abrindo mão de ter uma vida como semi-deus ao lado do seu pai Zeus, e promete a ele mesmo e sua finada esposa Io, que ele nunca vai empunhar uma arma, avesso a qualquer tipo de batalha ele também promete nunca mais guerrear.
Isto tudo muda com a visita de seu pai Zeus (Liam Neeson o melhor ator do elenco ao lado de Ralph Fiennes, que faz Hades) que vem lhe avisar, que uma guerra esta por vir e sua ajuda será fundamental ao seu lado, Perseu reluta e nega a voltar a lutar independente da causa.
Seu pai é traído e capturado, e o temido Cronos (Deus maléfico e pais de Zeus) esta para ser libertado pelo seu pelo seu irmão Hades, cabe a Poseidon avisar Perseu e pedir sua ajuda, para isso ele precisa encontrar outro semideus Agenor (filho de Poseidon com uma mortal), Perseu muda de idéia e parte na jornada para encontrar o primo, que é peça fundamental para impedir que Cronos seja liberto do Tártaro (prisão no submundo, nos domínios de Hades), nessa jornada ele recebe a ajuda da rainha Andrômeda, que parte com eles á procura do deus caído local onde eles terão acesso ao tártaro e libertar Zeus, impedir que Cronos seja solto.
Isso tudo se desenrola com menos de quinze minutos de filme, por isso a ação é frenética e bem filmada o filme tem seus defeitos, mas não é de produção, pois têm cenários e efeitos grandiosos, algo muito raro, em filmes do gênero hoje em dia, pois desde que, Zack Snider (diretor de 300) usou a tecnologia de filmar épicos em estúdio (e deu certo) com seu Esparta, muitos épicos o copiaram sem a mesma qualidade, como Imortais, só para resumir a técnica que foi usada faz os filmes como 300 e Os Imortais ter sempre aquele entardecer, nunca é dia praticamente um céu sujo e reduz muito o orçamento de um filme.
Mas aqui, o que destaca o filme é isso mesmo ele tem ao menos cara de épico, seu antecessor também teve, mas a desqualidade era tamanha que fica difícil de elogiar, há não ser um ou outro efeito é as criaturas, que aqui se superam fácil, logo em seu início a Chimera que é enviada a terra já tem um visual, sujo e impressionante, os Ciclopes enfrentados por eles na floresta, também tem peso e tamanhos surreais, ponto negativo apenas para o Minotauro, que aparece no escuro e nem é citado o como guardião do labirinto e o grande Cronos poderia ser melhor trabalhado, mas impressiona.
O roteiro é simples, mas supera com folga o primeiro filme, que aqui os buracos e falta de roteiro são compensados pela aventura e dinamismo do filme, que assume o tom do descompromisso, assume que é um filme para se divertir e só.
Não veio para ousar, mas evoluiu sim e muito, comparado ao primeiro, agora se tornou um bom filme, vai de você, ele é para ser visto com o botão do senso critico desligado, ele diverte sim, mas esperar que se tornasse um ótimo filme, é muito, para quem veio de Fúria de Titãs, só mesmo os Deuses vindo intervir.
Avaliação:
Critica:6
Filmes Inc.7
Público:7,5


Rg boa critica, mas me tira uma duvida, como é o final do filme mesmo???
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